Como cuidar de orquídeas no outono


Micro-orquídea Sophronitis cernua
Sophronitis cernua

Neste verão atipicamente quente e seco que se encerra, tive a impressão de que o orquidário na varanda esteve em chamas. Agora, com a entrada do outono, a tendência é que as coisas melhorem. No entanto, existem alguns cuidados a serem tomados em relação às nossas orquídeas, nesta estação de transição. Geralmente, não nos damos conta das alterações climáticas e seguimos com os mesmos cuidados, no piloto automático. A seguir, três dicas básicas de cuidados no cultivo de orquídeas durante o outono.

1. Proteção solar


Com a chegada de dias mais curtos e nublados, existe o perigo de relaxarmos um pouco em relação aos cuidados com o sol. Eu, por exemplo, esqueço-me mais frequentemente de passar protetor solar. O mesmo ocorre com as orquídeas.

Preciso colocar uma tela de sombreamento na varanda, nos dias de sol intenso, mas não o faço quando o tempo está encoberto. O problema é que, mesmo mais fraco, os raios solares do outono queimam as folhas das orquídeas mais sensíveis. Portanto, a dica é que nos mantenhamos atentos à proteção solar, tanto nossa quanto das nossas meninas, durante o outono.

2. Como regar orquídeas


Este talvez seja o problema mais grave do nosso piloto automático. Com temperaturas mais amenas, a evaporação no local de cultivo tende a ser mais lenta. Se continuarmos a regar as orquídeas com a mesma frequência, maior será a probabilidade de que fiquemos com o substrato demasiadamente úmido, por muito tempo.

Portanto, é bom nos atentarmos às alterações da estação e diminuirmos a frequência das regas de acordo com a necessidade. Não há regras fixas, tudo depende das características individuais de cada local de cultivo. No verão, costumo borrifar as orquídeas duas vezes ao dia, de manhã e no final da tarde. No outono, a tendência é que eu passe a borrifar apenas uma vez, pela manhã. Desta forma, as orquídeas terão tempo para secar ao longo do dia.

3. Deixar as orquídeas em paz


É impressionante a enorme tentação que sinto de ficar cutucando minhas orquídeas. Sempre acho que o vaso está pequeno, que tenho que replantar, dividir, tutorar, qualquer coisa que aplaque minha ânsia de zelar pelas coitadas.

O fato é que, a partir do outono, para a maior parte das orquídeas, a tendência é que a atividade vegetativa diminua. Algumas entram em dormência durante o inverno, outras apenas reduzem o crescimento, a emissão de raízes e novos brotos. Portanto, se provocarmos traumas na planta, nesta época, a recuperação será mais difícil. Com a chegada do inverno, a planta estará debilitada e poderá não resistir.


Sempre sofri com as temperaturas mais baixas e, neste sentido, a chegada do outono costumava ser um acontecimento não muito agradável para mim. Hoje, com minha agenda pautada pelas Orquídeas no Apê, tudo mudou. Aguardo serenamente por cada estação, sabendo que sempre haverá novidades, com flores especiais. Em muitos casos, o outono é a única oportunidade no ano de presenciar determinada floração, como no caso da delicada micro-orquídea Sophronitis cernua, da foto acima.