Como nasce uma orquídea


Mini-orquídea Sophrocattleya Batemaniana
Sophrocattleya Batemaniana

Tudo bem, Pessoal? Conforme prometido, venho atualizá-los sobre a evolução da nossa orquídea grávida, apresentada há algumas semanas neste artigo. Uma das nossas amigas leitoras escreveu-me dizendo que estava com a pulga atrás da orelha em relação a esta história de gravidez em orquídea. Para provar que não estou de enrolação, hoje trago uma foto mais convincente.

Observamos que a flor já secou completamente e que o pecíolo, cabinho que liga a flor à planta, já aumentou várias vezes de tamanho. É nesta região que se localiza o ovário da orquídea, onde milhões de sementes encontram-se em processo de formação. Esta estrutura é um fruto, como um tomate ou uma jaca. No caso das orquídeas, costumamos chamá-lo de cápsula de sementes. Pequenas alterações na cor e formato, ao longo do processo de amadurecimento, culminarão na sua abertura e consequente dispersão das minúsculas sementes no ar. 

Estas sementes serão levadas pelo vento e cairão em todo tipo de ambiente. Poucas conseguirão germinar e se desenvolver em uma nova orquídea, já que este processo é bem delicado e requer condições muito específicas. Depende, inclusive, da simbiose com um determinado fungo que cresce nas raízes da planta mãe. Como o homem nunca se contenta com pouco, desenvolveu técnicas capazes de fazer com que milhares de sementes germinem, em condições artificiais, estéreis, em laboratório.

Volto dentro de algumas semanas para contar os próximos capítulos desta interessante novela. Sou suspeito para falar, mas acredito que vale a pena acompanhar!