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Sergio Oyama Junior


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Orquídea Laelia lucasiana


Orquidea Laelia lucasiana
Laelia lucasiana

Esta é uma orquídea de porte compacto e flores de um raro colorido exótico. A Laelia lucasiana é uma habitante exclusiva do território brasileiro, sendo encontrada vegetando sob sol pleno, sobre rochas em regiões de altitudes elevadas no estado de Minas Gerais.

Apresentei o primeiro botão floral desta orquídea aqui no apartamento, e hoje cumpro a promessa de mostrar sua floração completa. Para introduzir devidamente esta Laelia lucasiana de beleza singular, caprichei e trouxe, de uma só vez, duas flores já abertas. Ainda há outro botão em desenvolvimento. O contraste das cores é algo surpreendentemente harmonioso. Afinal, as orquídeas podem tudo.


Orquídea Laelia lucasiana
Laelia lucasiana

Caso vocês queiram procurar mais informações sobre esta bela mini-orquídea, saibam que ela também atende por outros nomes, tais como: Laelia longipesHoffmannseggella longipes, Laelia longipes var. lucasiana, entre outros. Até mesmo Cattleya ela já virou. Talvez seja um caso de personalidade múltipla.


Esta orquídea pertence a um grupo atípico de plantas cujo hábito é rupícola, ou seja, vegeta sobre as pedras. Na natureza, é encontrada vivendo feliz sob sol pleno, sem proteção alguma. É importante ressaltar que, no cultivo doméstico, sob condições muito diferentes das encontradas na natureza, convém não tentar reproduzir este hábito incomum. O ideal é filtrar os raios diretos do sol com uma tela de sombreamento.

A Laelia longipes ou lucasiana costuma florescer entre o verão e o outono. Aqui no apartamento, a floração tem se concentrado nos meses de outubro a dezembro. As flores não apresentam um aroma pronunciado e são apresentam uma boa duração.


A parte vegetativa da Laelia lucasiana é compacta e muito bem comportada, com os pseudobulbos simetricamente alinhados na vertical, as folhas seguindo na mesma orientação. As flores erguem-se imponentes, no ápice de hastes longas que surgem no topo dos pseudobulbos, a uma boa altura em relação à planta, distribuindo-se em grupos de dois a três exemplares, bem espaçados.

Embora muitos a cultivem sobre pedra canga, minha orquídea está no mesmo vaso de plástico em que veio do produtor, com substrato composto por pedaços de madeira e carvão vegetal. O conjunto, por sua vez, assenta-se sobre uma bandeja com argila expandida e uma lâmina de água ao fundo. A adubação é química, semanal. Tem se desenvolvido e florescido bem, sob estas condições.

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Bacharel em biologia pela Unicamp, com mestrado e doutorado em bioquímica pela Usp, escreve sobre o cultivo de orquídeas, suculentas, cactos e outras plantas dentro de casas e apartamentos.

São Paulo, SP, Brasil