Planta Fantasma - Graptopetalum paraguayense


Graptopetalum paraguayense
Graptopetalum paraguayense

Dentre todas as plantas suculentas popularmente conhecidas como flores ou rosas de pedra, o Graptopetalum paraguayense é, sem dúvida, a espécie mais difundida no cultivo doméstico. Sua aparência peculiar rendeu-lhe o apelido de planta fantasma ou ghost plant.

Alternativamente, esta suculenta pode atender por um nome mais classudo, mother of pearl plant ou planta madrepérola. Isso porque as folhas do Graptopetalum paraguayense, que lembram pétalas, podem apresentar uma grande gama de colorações, sempre em tom pastel, que vão do branco acinzentado, passando pelo azulado, até o púrpura bem claro. Tanto a cor como a forma da planta fantasma mudam drasticamente conforme a luminosidade à qual é exposta.

Se cultivado à meia sobra, sua coloração tende mais para o cinza azulado. Sob sol pleno, o Graptopetalum paraguayense tende a ficar mais púrpura, tendendo ao rosado.

Sua aparência fantasmagórica vem do fato de suas folhas serem recobertas por pruína, uma fina camada de cera com aspecto de pó translúcido. É a mesma substância que dá o acabamento final a suculentas famosas, tais como a Echeveria runyonii 'Topsy Turvy' e a Echeveria 'Perle von Nürnberg'. O interessante é que, se passarmos o dedo sobre as folhas destas suculentas, deixamos um rastro horroroso, arruinando a aparência lindamente empoeirada da planta. A pruína retirada não é reposta, o que torna a mancha permanente.

Ao contrário do que seu nome possa sugerir, o Graptopetalum paraguayense é originário do México, assim como muitas das plantas suculentas cultivadas com fins ornamentais. Trata-se de um gênero pertencente à grande família Crassulaceae. A planta fantasma é encontrada em sua forma nativa no Estado Libre y Soberano de Tamaulipas, localizado no nordeste mexicano.

O cultivo desta suculenta é muito tranquilo. Trata-se de uma planta bastante resistente, que se adapta a diferentes níveis de luminosidade. Como sempre, as regas devem ser espaçadas, já que suas folhas têm a capacidade de armazenar água. O solo deve ser bem drenável, composto por uma mistura de terra vegetal e areia, em partes iguais.

O manuseio da planta fantasma deve ser feito com cuidado, já que ela possui o péssimo hábito de se desmantelar toda ao menor toque. O aspecto positivo deste desfolhamento é que inúmeras mudas podem ser produzidas facilmente. Muitas vezes, nem é preciso construir um berçário de suculentas para cultivar as folhas que caem. Novos brotos vão surgindo espontaneamente no solo, ao redor da planta mãe.

O Graptopetalum paraguayense multiplica-se com rapidez, formando belas touceiras que enchem o vaso com facilidade. Quanto mais luz receber, mais rápido será seu desenvolvimento. Por este motivo, a planta fantasma tende a ficar pescoçuda precocemente, já que as folhas mais antigas, próximas à base do caule, vão secando e caindo. Apesar disso, muitos cultivadores optam por não realizar uma poda drástica, a famosa decapitação, tão comum em relação às Echeverias.

A razão para se manter a suculenta pernuda reside na beleza do conjunto, com seus caules desfolhados, retorcidos e esculturais portando belas rosetas de pedra em seus ápices. Se cultivada por longos anos, a planta fantasma pode até tornar-se pendente, formando uma vistosa cascata de flores suculentas.

O curioso é que, em época da Halloween, a planta fantasma (Graptopetalum paraguayense) faz uma bela composição com outras espécies de nomes populares igualmente curiosos, tais como a suculenta teia de aranha (Tradescantia sillamontana), o cacto monstruoso (Opuntia monacantha monstruosa) e a suculenta negra (Echeveria 'Black Prince').