Suculenta Rosinha de Pedra


Suculenta Orostachys boehmeri
Orostachys boehmeri

Diversas plantas suculentas, pertencentes a diferentes gêneros e espécies da família Crassulaceae, são popularmente conhecidas como rosas de pedra, devido ao formato característico de sua parte vegetativa, onde as folhas espessas organizam-se sob a forma de compactas rosetas, em estruturas que lembram flores.

Neste contexto, não existe uma planta única que responde pelo apelido de rosa de pedra. Várias espécies dos gêneros Echeveria e Graptopetalum, entre outros, podem ser confundidas, em decorrência desta nomenclatura informal. 

No entanto, quando o termo é usado no diminutivo, apenas uma planta suculenta nos vem à mente. A rosinha de pedra é quase sempre associada a esta delicada espécie, Orostachys boehmeri, cuja foto ilustra o artigo desta semana.

O gênero Orostachys é relativamente pouco conhecido fora do mundo dos apreciadores de plantas suculentas. Trata-se de um grupo pequeno, que conta com apenas 14 espécies, todas nativas de países asiáticos, tais como China, Japão, Coreia e Mongólia, podendo também ocorrer na Rússia e Cazaquistão. 

A prosaica rosinha de pedra pode responder por nomes científicos complicadíssimos, tais como Orostachys boehmeri, Orostachys iwarenge ou Orostachys furusei, entre outros, todos sinônimos.

O charme principal desta suculenta é a capacidade de emitir estolões, caules aéreos que produzem novas mudas quando tocam o solo.

A rosinha de pedra faz parte do grupo de plantas suculentas conhecidas no exterior como stonecrop, pela sua resistência, facilidade de cultivo e capacidade de crescer em ambientes áridos. É o mesmo caso do Sedum makinoi e Sedum moranense, que já foram temas de artigos aqui no blog. Por esta razão, é bastante comum que a Orostachys boehmeri seja utilizada como forração em vasos e jardineiras. É importante não misturá-la com plantas tropicais, que necessitem de um solo com maior frequência de regas. Como toda suculenta, a rosinha de pedra não tolera excesso de umidade.

Esta é uma planta que vai bem em casas e apartamentos, desde que cultivada em local com bastante luminosidade. Pode tolerar sol direto, mas deve ser protegida por uma cortina fina ou tela de sombreamento, nas horas mais quentes do dia, durante o verão.

Sempre que vejo vasos de rosinhas de pedra, lembro-me daqueles antigos adereços, delicados ornamentos de inspiração vintage. Na foto que ilustra este artigo, as três pequenas rosas centrais parecem envoltas por finos arabescos prateados.