Dicas para mostrar suas orquídeas online


Orquídeas no Apê
Orquídeas no Apê

Infelizmente, nem todos os que cultivam orquídeas têm a possibilidade de fazer parte de uma associação orquidófila e mostrar suas plantas em exposições oficiais. Embora pareça simples, há toda uma questão de timing e logística para que uma orquídea florida chegue intacta ao local de exibição. Para que a época de floração de uma determinada orquídea coincida com uma dada exposição, por exemplo, a melhor estratégia é ter muitas plantas e participar de muitos eventos. O que nem sempre é factível. 

Hoje em dia, graças à tecnologia, é possível mostrar nossas orquídeas floridas ao mundo, sem precisarmos sair de casa. Certamente, não é a mesma coisa. Mas com a ajuda da internet e das mídias sociais, é possível montar uma exposição particular e virtual das orquídeas que cultivamos. O que nem todos sabem, no entanto, é que existem regras inerentes a cada rede social, condições que aceitamos ao aderirmos à plataforma.

A seguir, vamos abordar alguns pontos importantes para que esta divulgação virtual seja um sucesso.

1. Direitos autorais


Esta é uma questão bastante importante, frequentemente ignorada pela maioria dos usuários. Todas as redes sociais, incluindo Facebook, Instagram e Youtube, possuem regras rígidas quanto à questão de copyright, direitos autorais. Pelas regras destas plataformas, o usuário apenas pode postar conteúdo próprio, vídeos, fotos e textos autorais. 

Na prática, não é o que ocorre. Por isso, é sempre bom estarmos atentos ao fato de que conteúdos copiados de terceiros podem ser removidos pelas redes sociais, após denúncias de violação de direitos autorais. Também é bom lembrarmos que, quando o compartilhamento da postagem é feito adequadamente, com os devidos créditos dados aos autores, não há problema algum.

2. Melhores dias e horários


Frequentemente, vejo pessoas postando fotos lindas, de orquídeas excepcionais, às 10h da manhã ou à 1h da madrugada. Poucos estão atentos ao fato de que há determinados dias e horários mais favoráveis para que determinada postagem alcance o maior número de pessoas e obtenha o melhor engajamento.

Existem diversos estudos estatísticos neste sentido e, infelizmente, não há uma regra universal para todas as redes sociais. O Instagram, por exemplo, apresenta um ótimo público durante os finais de semana, período em que o Facebook experimenta um considerável decréscimo de audiência.

Além disso, cada nicho específico (orquídeas, animais de estimação, esportes, beleza) possui públicos com hábitos diferentes e, consequentemente, dias e horários de pico distintos uns dos outros. No meu caso, por exemplo, percebo que os melhores dias para postar, tanto no blog como no Facebook, estão entre domingo e segunda, mais especificamente no final do dia, entre 6h da tarde e 10h da noite.

3. Frequência


Caso tenhamos o objetivo de que o maior número de pessoas visualize nossas orquídeas, é importante atentarmos para a frequência das postagens. Não adianta fazermos três ou quatro publicações no mesmo dia, em um curto intervalo de tempo, por exemplo. O público será diluído e os posts competirão entre si. Trata-se de uma auto sabotagem.

Também é contraproducente começar postando por vários dias seguidos para, na sequência, passar semanas sem publicar conteúdo. Confesso que peco neste quesito, mas reconheço que, quanto mais uniforme for a frequência de postagens, maior será a probabilidade de que o alcance e o engajamento sejam otimizados. Constância e consistência nas publicações são determinantes para o sucesso da divulgação.

É importante sabermos que não são todos os nossos contatos (amigos, seguidores ou inscritos) que receberão o conteúdo publicado, de forma automática. Todas as redes sociais utilizam algoritmos, programas computacionais que determinam a quem mostrar os mais diversos posts, de acordo com os interesses de cada usuário.

4. Organização das páginas


Esta é uma questão que parece supérflua, mas pode se mostrar importante  para o visitante que acessa nossa página pela primeira vez, quer seja no Facebook, Instagram ou Youtube. 

Procuro tomar cuidado para não repetir orquídeas em postagens consecutivas. Também evito publicar flores com as mesmas cores, uma após a outra. Se publico um botão floral em determinado dia, o próximo post será, obrigatoriamente, de uma flor aberta. Enfim, tento variar bastante para que a composição final, aos olhos de quem chega e observa tudo junto, de uma só vez, seja a mais agradável possível.

Este cuidado é particularmente importante no Instagram, onde as fotos agrupam-se em colunas de três imagens. Tomo cuidado para não ter uma orquídea amarela ao lado da outra, ou uma vermelha em cima de outra na mesma coloração. É preciso um certo planejamento para prever como será a composição após cada postagem. Coisas de quem tem TOC, certamente.

5. Escolha do tema


Confesso que sou uma pessoa predominantemente monotemática. Frequentemente, pego-me falando sobre as mesmas coisas, over and over again... Mas no universo das mídias sociais, esta é uma característica que tem seu apelo. Caso seja o nosso desejo atingir o maior número de pessoas, é preciso que nossas plataformas digitais sejam construídas em torno de um único tema.

Claro que todos são livres para postarem o que bem entenderem. Mas uma dica para alcançarmos um bom público é atermo-nos a determinados nichos de interesse. Uma página que seja especializada em orquídeas terá mais chances de reunir seguidores interessados e fiéis do que outra que apresente orquídeas, margaridas, cactos e samambaias.




Membros do clã Oyama entram para a história




Pessoas próximas costumam brincar que estou ficando famoso, graças às orquídeas. Não é verdade e, honestamente, não é o que almejo. O que poucos sabem, contudo, é que há profissionais célebres na minha família, cujas  trajetórias de sucesso foram construídas em uma área completamente distinta da orquidofilia, o jornalismo.

A revista Veja, publicada pela Editora Abril, teve sua primeira edição lançada em 11 de setembro de 1968, sob o comando dos jornalistas Roberto Civita e Mino Carta. Meu pai, Sérgio Oyama, fez parte da equipe fundadora desta publicação, que hoje é a revista de maior circulação do país, com uma tiragem superior a um milhão de exemplares.

Às vésperas de completar meio século de existência, a Veja ganhou um livro com uma antologia de 50 entrevistas publicadas na icônica seção 'Páginas Amarelas', ao longo da história da revista. 




Salvador Dali, Tarsila do Amaral, Gabriel Garcia Márquez, Carlos Drumond de Andrade, Ayrton Senna, Bill Gates e Camille Paglia estão entre as personalidades entrevistadas pela publicação e selecionadas para compor esta coletânea intitulada 'A História é Amarela'.

Em meio a tão seleta companhia, figura uma entrevista concedida ao meu pai, o jornalista Sérgio Oyama, pelo então arcebispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, em 1971.




Trinta anos depois, em 2001, foi a vez de outra ilustre representante do clã Oyama, atual redatora-chefe da revista Veja, Thaís Oyama, realizar uma entrevista memorável com o escritor Paulo Coelho, que também foi selecionada para fazer parte desta antologia.




Embora eu tenha o carinho e admiração de um número considerável de leitores, aqui no blog e nas redes sociais, tenho consciência de que não sou levado a sério por muitos do meio orquidófilo. Já de minha parte, embora escreva e faça entrevistas neste espaço virtual, não me levo a sério como jornalista, uma vez que esta não é minha formação.

Neste dilema, contento-me em tietar e homenagear os verdadeiros profissionais de sucesso da família Oyama, curiosamente concentrados na área jornalística. Além dos membros ilustres já citados, temos também a Patricia Oyama, diretora de redação da revista Casa e Comida, da Editora Globo, e Márcio Oyama, autor do blog 365, com passagens por importantes veículos de comunicação, tais como Grupo Estado e Editora Abril.

Ao meu pai, Sérgio Oyama, e à minha prima, Thaís Oyama, deixo meus parabéns por este feito histórico e memorável. À Fernanda Oyama, deixo meu agradecimento por ter sido a primeira a alertar-me sobre o lançamento deste livro.


Orquídeas no Gelo


Orquídea Potinara no gelo
Orquídea Potinara no gelo

A associação entre orquídeas e gelo é curiosamente recorrente, entre os cultivadores desta família botânica. Embora seja um mito, ainda é bastante comum ouvirmos o conselho para que reguemos as orquídeas com duas pedras de gelo, semanalmente. Trata-se de um método pouco eficiente de rega, incapaz de hidratar adequadamente todos os componentes do substrato. Mas a recomendação virou moda.

Outra dica bastante popular baseia-se em um truque para induzir a floração da orquídea Cymbidium, quando cultivada em regiões de clima quente. Alguns orquidófilos afirmam que, ao colocarmos pedras de gelo no vaso desta orquídea, simulamos a queda de temperatura do outono/inverno, necessária para a indução da floração do Cymbidium.

Há, no entanto, uma utilidade pouco conhecida do gelo na preservação de flores em geral. O artista floral Azuma Makoto, um dos mais célebres floristas japoneses, levou esta técnica ao estado da arte, enclausurando imensos arranjos florais em blocos de gelo completamente translúcidos, com mais de 2 metro de altura e cuidadosamente lapidados em forma de paralelepípedos gigantes.

Fascinado por este exercício estético, venho tentando reproduzi-lo, em menor escala, incrustando flores de orquídeas em blocos de gelo. Muitos acham um pecado fazer isso com as coitadas, mas ressalto que espero o término da floração, para só então colher alguns exemplares para o congelamento.

O procedimento requer alguns cuidados, para não estourarmos recipientes frágeis ou caros, e para evitarmos blocos de gelo demasiadamente opacos. Alguns dos detalhes desta técnica foram descritos neste artigo.

Uma pequena coletânea dos resultados obtidos até o momento encontra-se no vídeo abaixo. Espero incrementar o acervo de orquídeas congeladas, no futuro!