Poda Radical de Suculentas


Suculenta na caneca
Suculenta na caneca

Acontece nas melhores famílias. Chega um momento na vida de algumas suculentas em que atitudes mais drásticas tornam-se necessárias. Pode parecer assustador, inicialmente, mas o processo é rotineiramente executado por cultivadores experientes, sem maiores danos às plantas. Os benefícios são vários, como veremos a seguir.

As plantas suculentas que crescem sob a forma de rosetas compactas, como as Echeverias, por exemplo, apresentam a tendência de se tornarem 'pescoçudas' com o passar do tempo. À medida que envelhecem, seus caules vão se tornando cada vez mais longos, visto que as folhas mais próximas à base vão murchando e secando.


Suculenta Echeveria com caule longo
Suculenta Echeveria com caule longo

Trata-se de um processo natural, que pode ser agravado ou acelerado em decorrência do estiolamento da suculenta, que ocorre quando a planta é exposta a níveis subótimos de luz.

Embora alguns gêneros fiquem charmosos com os caules alongados, como Graptopetalum, em que as rosetas ficam pendentes nas extremidades das touceiras, pode ser interessante corrigir esta formação através da adoção de uma poda radical. Este procedimento costuma ser usado em suculentas do gênero Echeveria, por exemplo.

A poda drástica lembra uma decapitação. É assustador, fiquei apavorado na primeira tentativa. Mas o procedimento é bem tranquilo. Simplesmente, cortamos a roseta superior, bem próxima à sua base, encurtando o caule 'pescoçudo'. As folhas mais basais podem ser removidas e o topo plantado em um novo vaso. Na foto que abre este artigo, a nova roseta foi transplantada em uma caneca.


Echeveria após poda radical
Echeveria após poda radical

A parte que sobrou, o pescoço decapitado, não precisa ser descartado. Se continuarmos com os cuidados habituais, inúmeros novos brotos surgirão a partir da extensão do caule antigo. Na foto acima, podemos observar novas rosetas em formação, poucos meses após a poda drástica ter sido efetuada.

Os benefícios desta pequena intervenção são muitos. A parte de cima da suculenta fica mais atraente e harmoniosa, mantendo o porte compacto característico da roseta. Por outro lado, o caule que permanece plantado gera novas mudas, multiplicando a coleção em pouquíssimo tempo. O mesmo ocorre com as folhas que se desprendem da base da roseta durante a operação, que podem ser colocadas em um berçário. Nada se perde e tudo se multiplica no mundo das suculentas!


8 comentários:

  1. Assustador, sim!! Corta-se um pescoço para multiplicar a espécie. Ah!, se Maria Antonieta soubesse...
    Muito interessante esse processo, desconhecia completamente. Mais uma informação surpreendente! Obrigada!

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    1. Então, Alexia! Meu medo era que as duas partes não sobrevivessem! Mas deu tudo certo, felizmente. Que bom que gostou, eu que agradeço pelo carinho da visita e do comentário!

      Um grande abraço!

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  2. Ohh Sergio, estou impressionada com as suculentas!!
    Elas são plantas capazes de se reconstituir, se multiplicar e dividir, mesmo que seja através de um processo doloroso...rsrs

    Se não me engano, as lagartixas e as salamandras também se refazem depois da própria amputação do rabo para fugir de seus predadores... E as suculentas estão dando um banho de conhecimento e curiosidade amigo!! Realmente impressionada!!!
    A sua narração da amputação então, foi tão incrível que me lembrou até um filme de terror...hihihihihi

    Amei, é claro!! Surpreendente!!
    um grande beijo e um final de semana maravilhoso amigo querido!!!

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    1. Então, Adriana! Parece um horror, de fato! Mas deu tudo certo, felizmente...

      Fico feliz em saber que gostou do artigo! Você sempre generosa, apoiando este trabalho. Muito obrigado pelo carinho, sempre!

      Beijo grande e um excelente final de semana!

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  3. Esta na hora de decapitar minhas suculentas.

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    1. Oi, Ana Maria! Tomara que corra tudo bem! Muito obrigado pela visita!

      Um grande abraço!

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  4. Legal, ótimas dicas, Sérgio! Grande abraço!

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    1. Que bom que gostou, Jalo! Muito obrigado por comentar!

      Um grande abraço!

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