Espata - A estrutura mais geniosa de uma orquídea


Espata da mini-orquídea Potinara Love Dressy 'Apple Pie'
Potinara Love Dressy 'Apple Pie'

Quando chega o momento de uma orquídea Phalaenopsis florescer, ela simplesmente emite uma haste, desenvolve botões florais e os mesmos se abrem, no momento oportuno. No caso das orquídeas do gênero Cattleya e suas parentes próximas, Brassavola, Laelia e Sophronitis, a coisa é um pouco mais complicada. Para nós, que assistimos ao processo, não para elas, que o desempenham.

Tudo isso porque a floração destas orquídeas pode envolver a participação de uma estrutura bastante temperamental, a espata. Ela funciona como um invólucro que protege os botões durante o seu desenvolvimento, conforme mostrado na foto acima. No entanto, a sua aparição não é garantia de flores. Já vi orquídeas cujas espatas nasceram, cresceram e secaram, sem jamais dar qualquer sinal de floração. Por outro lado, algumas orquídeas são conhecidas por emitir os botões florais a partir de espatas secas e desacreditadas. Portanto, a regra é nunca cortá-las.

Por fim, ainda existem orquídeas que florescem do nada, sem o aviso prévio da espata. No momento, estou com um caso desses, uma Laeliocattleya Mini Purple. A Potinara Love Dressy da foto, resultante dos cruzamentos entre BrassavolaLaeliaCattleya e Sophronitis, seguiu o procedimento padrão. Primeiro emitiu uma espata, que em seguida começou a se inflar e logo encheu-se de pequenos botões. Eu, muito afoito, já tirei uma foto, no melhor estilo ultrassom.