Guia completo para cuidar de plantas dentro de casas e apartamentos

Sergio Oyama Junior

Suculenta Pata de Elefante - Beaucarnea recurvata


Suculenta Pata de Elefante - Beaucarnea recurvata
Beaucarnea recurvata

A planta que os brasileiros costumam chamar de pata de elefante, Beaucarnea recurvata, costuma ser associada aos ambientes externos, sendo frequentemente utilizada no paisagismo de jardins residenciais e comerciais. O exemplar que ilustra este artigo, por exemplo, ornamenta o jardim da propriedade de Hiroko e Takashi Matsumoto. No local, existem ainda outros exemplares plantados diretamente no chão. Todas estas patas de elefante vivem sob sol pleno, da mesma forma que acontece em seu habitat de origem. No entanto, poucos se dão conta do fato de que esta também é uma planta suculenta, que pode se adaptar à vida dentro de casas e apartamentos.

Evidentemente, neste caso, a pata de elefante deve ser mantida em um local bem iluminado, recebendo o maior número possível de horas de sol direto por dia. Nas lojas especializadas em plantas, é possível encontrar exemplares de Beaucarnea recurvata em todos os tamanhos. Frequentemente, existem à disposição vasos com graciosas miniaturas de patas de elefante, perfeitas para quem dispõe de pouco espaço para o cultivo de suas plantas. Outra vantagem é que os exemplares menores são, obviamente, mais acessíveis. Quanto maior a pata de elefante, maior o número de anos necessários para o seu cultivo e, consequentemente, mais elevado o seu valor.

Graças ao seu caule suculento, mais engrossado na porção próxima à base, característica que confere à planta seu apelido curioso, a pata de elefante, em sua fase jovem, lembra um bonsai. No entanto, quando esta mesma planta é cultivada em ambientes externos, sob sol pleno, com bastante espaço para o desenvolvimento de suas raízes, a pata de elefante pode atingir grandes proporções. Em seu habitat de origem, a Beaucarnea recurvata pode chegar a 6 metros de altura.

A pata de elefante é uma suculenta pertencente à família Asparagaceae, a mesma da dracena ou pleomele, também bastante utilizada no paisagismo de áreas externas e internas. Outro nome bastante conhecido para a Beaucarnea é nolina. No exterior, a pata de elefante pode ser encontrada como ponytail palm, que significa palmeira rabo de cavalo, ou, literalmente, elephant's foot.

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Como muitas plantas suculentas, a pata de elefante é originária do México, sendo particularmente abundante no estado de Tamaulipas, de onde também são provenientes as famosas Echeveria shavianaEcheveria runyonii 'Topsy Turvy' e a planta fantasma, Graptopetalum paraguayense. No caso da Beaucarnea recurvata, também há a sua ocorrência natural nos estados mexicanos de Veracruz e San Luis Potosí. A pata de elefante também pode ser encontrada em Belize e na Guatemala.

Trata-se de uma planta bastante cultivada em todo o mundo, graças ao seu aspecto exótico e ornamental. Aqui no Brasil, é mais comum encontrá-la em jardins. Já em países do hemisfério norte, podemos ver a pata de elefante decorando o interior de casas e apartamentos, fazendo bastante sucesso como houseplant. Ainda assim, nestes casos, é comum que a planta passe algumas temporadas no jardim, sempre que possível, durante o verão.

Para os cultivadores que moram em apartamento, as sacadas e coberturas são perfeitas para a pata de elefante. Por se tratar de uma planta de crescimento lento, quanto mais luminosidade ela receber, melhor será seu desenvolvimento. Como uma regra geral, as localidades voltadas ao norte são as mais indicadas, por receberem luz durante todo o dia.

Ainda assim, a pata de elefante pode ser cultivada dentro de casas e apartamento, desde que próximas a janelas bem ensolaradas. Sob estas condições, seu crescimento será mais lento. Caso a planta fique alta e pescoçuda, é importante lembrar que a pata de elefante não pode ser podada em sua parte apical, como costumamos fazer no caso da decapitação de suculentas.

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O solo ideal para o cultivo da pata de elefante é aquele mais arenoso, bem drenável, semelhante ao encontrado em seu habitat de origem. Por ser típica de regiões áridas, a Beaucarnea recurvata não necessita de grandes quantidades de matéria orgânica no substrato. É importante evitar o acúmulo de água na terra, principalmente quando a planta é cultivada em vasos. Estes devem ter furos no fundo e um bom sistema de drenagem, composto por uma camada de material particulado, que pode ser brita ou argila expandida. Quanto maior for o vaso, mais espaço as raízes terão para se desenvolver e mais alta a pata de elefante ficará. Ainda assim, para os que apreciam o porte mignon da planta, é possível mantê-la em vasos pequenos e rasos, como costuma ser o cultivo de bonsai.

Ainda que a pata de elefante seja uma planta suculenta, podendo sobreviver a longos períodos de estiagem, graças às reservas de água em seu caule modificado, esta espécie responde bem a regas periódicas, que garantem seu crescimento de forma mais consistente. No entanto, é importante dar um intervalo entre as regas, de modo a permitir que o substrato seque bem, entre uma irrigação e outra.

De forma semelhante, embora seja associada a ambientes áridos, a pata de elefante pode sofrer um pouco em locais que apresentem níveis muito baixos de umidade relativa do ar. Quando isso acontece, as pontas de suas finas folhas costumam ficar ressecadas. Para corrigir o problema, basta aumentar a umidade em torno da planta, sem necessariamente molhar mais o substrato. Umidificadores de ambiente, ou mesmo fontes de água próximas à planta, ajudam a manter a umidade em níveis mais saudáveis, tanto para a pata de elefante como para as pessoas e animais de estimação.

E, por falar nestes pequenos companheiros, os pets, a Beaucarnea recurvata apresenta o diferencial de não ser tóxica, caso seja ingerida acidentalmente por crianças, gatos ou cachorros. Claro que é sempre bom evitar este hábito, já que muitas outras plantas ornamentais, comumente utilizadas na decoração de interiores, podem causar problemas, caso sejam levadas à boca.

O único porém, em relação ao cultivo da pata de elefante, é que sua propagação não é das mais fáceis. É muito raro que a planta produza novos brotos. Além disso, não há a possibilidade de retirada de estacas para a formação de novas mudas. Comercialmente, a produção de novas patas de elefante se dá através de sementes, mas trata-se de um processo bastante demorado. Felizmente, é bastante tranquilo encontrarmos esta planta em lojas de plantas e garden centers, em todos os tamanhos possíveis. Dentro de casa ou no jardim, a pata de elefante é um elemento belíssimo, sempre de destaque.