Suculenta Haworthia retusa


Suculenta Haworthia retusa
Haworthia retusa

As pequenas e delicadas plantas suculentas do gênero Haworthia são originárias de países mais ao sul do continente africano, tais como Moçambique, Namíbia, Lesoto e África do Sul, tendo sido assim nomeadas em homenagem ao entomologista britânico Adrian Hardy Haworth. 

A espécie Haworthia retusa, protagonista deste artigo, é comumente confundida com as espécies mutica e pygmaea, podendo ainda ocorrer variedades e híbridos entre elas. Para variar, a classificação botânica destas plantas é bem controversa. Em comum, todas apresentam as características folhas suculentas, bastante rígidas, dispostas em rosetas esculturais, em forma de estrelas. Uma belíssima espécie deste gênero, que já foi apresentada aqui no blog, é a Haworthia limifolia.

A Haworthia retusa possui uma aparência bastante compacta e geométrica, com linhas retas raras de se ver na natureza, formadas por suas folhas triangulares espessas, quase translúcidas, repletas de água. O aspecto exótico desta planta suculenta torna-se ainda mais interessante devido ao intenso brotamento a partir da base, que forma densos clusters de blocos tridimensionais encaixados, como em um lego.


Suculenta Haworthia retusa
Haworthia retusa

Embora a Haworthia retusa seja típica de ambientes áridos, vegetando entre pedras, é uma das poucas plantas suculentas que podem ser cultivadas em locais mais sombreados. Ela não necessita de sol pleno para se desenvolver e florescer. Esta característica a torna ideal para o cultivo doméstico, dentro de casas e apartamentos. 

Introduzida durante o século XVIII, pelos ingleses, esta planta suculenta faz sucesso em todo o mundo por requerer uma baixa manutenção, ocupar pouco espaço, contentar-se com um parapeito de janela e precisar de poucas regas.

Como acontece com todos os cactos e suculentas, a Haworthia retusa só não tolera o excesso de água. O solo precisa ter uma boa drenagem e secar completamente entre as irrigações. No inverno, a frequência de regas deve ser reduzida. Devido à anatomia das folhas, imbricadas em forma de roseta, é recomendável evitar molhar a planta por cima, para que a água não se acumule nas fendas.

Este exemplar de Haworthia retusa foi mais um achado do meu pai, Sergio Oyama, que tem se mostrado um excelente curador de plantas para a minha coleção. Além de grande e saudável, esta suculenta veio repleta de novos brotos laterais, na base. Como se isso não bastasse, está com uma haste floral despontando. Mal vejo a hora de saber como é a flor desta pequena escultura viva.


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