Como cultivar orquídeas em semi-hidroponia


Orquídea Cattleya labiata caerulea
Cattleya labiata caerulea

Hidroponia


Muitos já ouviram falar da hidroponia no cultivo de alfaces e morangos, técnica em que não se utiliza solo, somente água acrescida de nutrientes. Apesar de parecer moderna, esta metodologia vem sendo utilizada desde a antiguidade. Acredita-se que os Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo, eram de fato mantidos por um engenhoso sistema hidropônico. 

Orquídeas em semi-hidroponia


O que poucos sabem é que uma adaptação desta técnica, a semi-hidroponia, pode ser utilizada para cultivar e florescer orquídeas. Ao invés de manter as raízes totalmente submersas na água, as mesmas são apoiadas sobre um material inerte e inorgânico, composto por esferas de argila expandida. A água com nutrientes fica no fundo do recipiente e sobe até as raízes por capilaridade.

Como construir um sistema semi-hidropônico


Sempre é bom lembrar que, para fazer este experimento, é aconselhável utilizar apenas uma orquídea como cobaia, de preferência repetida e barata. Eu usei o sistema por alguns anos, tive alguns resultados bons, outros ruins, e acabei desistindo. Mas muitos orquidófilos o utilizam até hoje, com sucesso. Eu diria que vale a pena experimentar. Além de educativo, é extremamente simples e divertido.

Orquídea Paphiopedilum em semi-hidroponia
Paphiopedilum em semi-hidroponia

Montar um sistema para cultivar orquídeas em semi-hidroponia é bastante fácil. Precisamos apenas de um recipiente plástico transparente e argila expandida. Vários utensílios de cozinha e vasilhames descartáveis podem virar vasos. Este recipiente azul, na foto acima, é um pote comum para mantimentos, encontrado em supermercados. Também podem ser usadas garrafas pet cortadas ao meio. O importante é que na lateral, a uma altura de dois dedos de distância do fundo do vaso, façamos dois pequenos furos, que servirão de dreno e delimitarão o nível do reservatório de água.

A argila expandida deve ser de uma granulação menor, equivalente à brita zero. É importante lavá-la bem, deixando-a preferencialmente de molho na água por uma noite. O principal cuidado com a orquídea é retirar todo o resquício do substrato antigo, lavando-a bem em água corrente. A seguir, é só montar o vaso, acondicionando as raízes em meio às esferas da argila expandida. O site First Rays pertence ao americano que desenvolveu o método e contém um vasto material sobre o cultivo de orquídeas em semi-hidroponia.

Como cuidar


A manutenção do sistema também é tranquila. Deve-se conservar uma lâmina de água permanentemente no fundo do vaso. Esta água é acrescida de um adubo químico NPK, em uma diluição quatro vezes maior do que a recomendada pelo fabricante. Desta forma, as raízes estarão constantemente em contato com os elementos químicos necessários ao crescimento da orquídea. É importante evitar o acúmulo de sais minerais sobre as esferas de argila expandida. Uma vez por semana, o sistema deve ser abundantemente lavado com água corrente, enchendo e esvaziando o vaso algumas vezes.

Sobre este esquema genérico, existem inúmeras variantes que cada orquidófilo vai implementando. O ideal é ir testando e experimentando as condições que melhor se aplicam ao seu ambiente de cultivo, sempre observando e respeitando o comportamento e as respostas das orquídeas.

Vantagens


A principal vantagem da semi-hidroponia é que nenhum material orgânico (casca de pinus, carvão vegetal, fibra de coco) entra em contato com as orquídeas. Sendo assim, nunca há deterioração nem necessidade de trocar o substrato. Ele não envelhece. O aparecimento de pragas é mais raro sob estas condições. Outra vantagem é que a argila expandida pode ser reutilizada, bastando lavar em água corrente. Alguns chegam a esterilizá-la no micro-ondas.

O processo de regar as orquídeas também fica bastante simplificado. Como o recipiente é transparente, torna-se muito fácil perceber quando está na hora de adicionar mais água. Basta ver o nível do líquido, no fundo do vaso. Quando regar? Este costuma ser o maior dilema dos orquidófilos iniciantes. Com a semi-hidroponia, este problema está resolvido!

Outro dilema: Quando adubar? Novamente, como a água sempre contém adubo, bem diluído, não há necessidade de se preocupar com esta questão. Também não é preciso temer o mosquito da dengue, já que a lâmina de água estará totalmente coberta pelas esferas de argila, impedindo o acesso do inseto.

Por fim, a maior vantagem do princípio da hidroponia, que também se aplica no caso da semi-hidroponia, é que um fluxo constante e bem balanceado de nutrientes é fornecido às orquídeas, o tempo todo.

Desvantagens


Infelizmente, nem tudo é perfeito. Durante os anos em que cultivei orquídeas em semi-hidroponia, uma coisa sempre me incomodou. Com o tempo, as algas vão se acumulando por todo o recipiente, já que o vaso é transparente. Além de esteticamente desagradável, este fenômeno dificulta a manutenção, já que fica complicado enxergar o nível da água, no fundo do recipiente.

Outro problema é que suas opções de vaso limitam-se ao tamanho das esferas de argila expandida. Não dá para montar vasos pequenos, pois a capilaridade é prejudicada. De modo geral, os recipientes precisam ser sempre muito maiores do que os vasos usados em um cultivo convencional. As orquídeas Cattleya da foto abaixo estão plantadas em enormes vasilhas de paçoca!

Por fim, o motivo que me levou a desistir do método é bem particular ao meu ambiente de cultivo e, portanto, não se aplica a todos os interessados. Aqui no apartamento venta muito e a umidade é extremamente baixa. Estes fatores fazem com que a superfície da argila expandida seque rapidamente. Se a orquídea não possuir raízes longas e saudáveis, acaba se desidratando de forma acelerada.

Resultados

 

Orquídeas Cattleya em semi-hidroponia
Orquídeas Cattleya em semi-hidroponia

Como uma demonstração da funcionalidade do método da semi-hidroponia no cultivo de orquídeas, deixo com vocês a foto acima, com uma bela floração de um conjunto de Cattleyas, que foram cultivadas neste sistema por dois anos, florescendo e reflorescendo perfeitamente.

Por fim, quando resolvi transplantá-las para um substrato convencional, percebi que as raízes estavam completamente emaranhadas na argila expandida, formando um sólido torrão. Muitas haviam submergido na lâmina de água e adaptaram-se ao novo ambiente, adquirindo um aspecto diferenciado. Fiquei surpreso com o fato de não haver uma raiz sequer morta ou seca.

Esta observação contradiz uma recomendação bastante comum entre os orquidófilos, de que a argila expandida deve ser evitada a todo custo porque é tóxica para as orquídeas. Nestes anos de cultivo, não cheguei a observar este fenômeno. Pelo contrário, utilizo o material no fundo de todos os vasos até hoje, sem problemas.

De certa forma, continuo adepto do princípio da semi-hidroponia, já que todas as minhas orquídeas são cultivadas sobre bandejas plásticas contendo argila expandida e uma lâmina de água permanente ao fundo. Estou bastante satisfeito com os resultados e recomendo o método para quem desejar experimentar.




40 comentários:

  1. Que bela matéria, Sergio! Parabéns e obrigada por nos proporcionar informações e novos conhecimentos. Abç

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    1. Oi, Alexia! Muito obrigado pelas palavras de apoio, fico feliz em saber que gostou da matéria! Você, sempre nos prestigiando, valeu pela força!

      Um grande abraço!

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  2. Muito bem explicado,e relata os prós e contra!...
    fica a vontade para cada pessoa e ambiente.
    Abs
    Suely

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    1. Oi, Suely! É verdade, vai de cada um decidir se é um método válido. Mas só de fazer um teste já é um grande aprendizado!

      Que ótimo receber sua visita e ler seu comentário, muito obrigado pelo carinho e apoio, sempre!

      Um grande abraço!

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  3. Hum, vale a pena tentar só para aprender mais. Aqui seria inviável este tipo de cultivo...

    Pelo menos por enquanto :)

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    1. Oi, Luis! Pois é, no fim é uma experiência interessante. Aqui também as condições não foram favoráveis a este tipo de cultivo.

      Muito obrigado pela visita e pelo comentário!

      Um grande abraço!

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  4. Oi Sérgio!! Adoro fazer experiências como você.Mas já experimentei essa técnica e desisti por motivo do tempo disponível, já q teríamos q lavar o substrato quase q diariamente, o que pra mim fica inviável...Já comecei c outra experiência q é muito parecida com essa, apenas lavo substrato uma vez por semana, (uso brita branca) Além de ficar lindo , dá menos trabalho, estou com uma Phaleanopsis com haste floral..Por enquanto ta dando certo, vamos ver....Obrigada pelas informações..!!Abraço!

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    1. Oi, tudo bem?! Que interessante, adorei este seu método de cultivo. Que ótimo saber que está dando certo, parabéns!

      Imagine, eu que agradeço a você pela visita e interesse no artigo! Muito obrigado pelo apoio!

      Um grande abraço!

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  5. Bom dia, Sérgio!
    Que interessante! Obrigada por nos transmitir e instigar a novos conhecimentos sobre essas apaixonantes flores!!!
    Mais uma postagem de excepcional conteúdo! Parabéns!!!
    E que tenha um Agosto muito feliz!!!
    Beijos

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    1. Oi, Helô, bom dia!

      Tudo bem? Fico muito feliz por saber que está gostando! Agradeço, de coração, por todo o seu apoio e interesse! Muito obrigado pela visita!

      Beijos e um excelente Agosto para você também!

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  6. Olá,Sérgio!
    Que post tão interessante você nos traz hoje! Eu realmente nunca ouvi falar sobre esta técnica de cultivo de orquídeas, e fiquei mesmo admirada! E confesso que também até fiquei interessada em experimentar...Mas as "esferas de argilas" são aquelas que geralmente encontramos nas casas de produtos de jardinagem? E será que para evitar o aparecimento precoce das algas,bastaria a gente manter o recipiente de cultivo em um local menos iluminado? Gostei de saber desta técnica da "semi-hidroponia" no que diz respeito à maior saúde das raízes e no menor aparecimento das temidas pragas...Eu mesma sempre me sinto insegura quanto às regas das orquídeas em geral,principalmente aqui onde moramos,uma região que em geral tem bastante umidade...Acho que através dessa técnica eu me sentiria mais segura...Enfim,acredito que vale à pena tentar! Muito obrigada,amigo Sérgio,por tantas informações interessantes sobre esse mundo maravilhoso dos orquidófilos!
    Aproveito para te parabenizar pelo novo layout do teu blog,que está cada dia mais bonito e expressa a atmosfera charmosa e elegante das belas orquídeas!
    Meu abraço carinhoso e um ótimo fim de semana pra ti!
    Teresa

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    1. Oi, Teresa! Tudo bem? Que ótimo vê-la por aqui!

      Isso, esta argila expandida é encontrada nestas casas que vendem produtos para jardinagem, garden centers e até locais que vendem material para construção. É difícil evitar o aparecimento de algas porque as orquídeas requerem bastante luminosidade, de maneira geral. Dá para manter a coisa sob controle adicionando um pouco de água sanitária à água de lavagem da argila.

      Acho interessante testar o método! Qualquer dúvida, estou à disposição!

      Fico muito feliz por saber que gostou do artigo, do novo layout. Você sempre muito gentil e carinhosa!

      Muito obrigado pela visita, pelo interesse e apoio, sempre!

      Um grande abraço e um ótimo fim de semana!

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    2. Oi Sergio,gostaria de saber porque minha. orquídea,esta ficando com as folhas amarelas, principalmente no meio,,estou usando um produto para solo,sera que estou usando muito ou pode ser o sol que elas pegam pela parte da manha?Se vc poder me ajudar eu postei uma foto la no meu blog se vc poder dar uma olhadinha.ficarei muito agradecida.Que devo usar para ajudar -las a darem flores? Obrigada beijos

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    3. Oi, tudo bem? Então, para saber com certeza o ideal seria ver uma foto das folhas. Você pode publicá-la no mural da nossa fan page, no Facebook ou no Google+. O ideal é utilizar um adubo do tipo NPK, balanceado e com micronutrientes. Tem formulações especiais para orquídeas. Isto deve ajudar na floração.

      Bjos e boa sorte!

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  7. Uau, que incrível Sérgio. Obrigado pelas informações preciosas! Eu jamais havia imaginado algo assim em cultivo de orquídeas!Grande abraço!

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    1. Oi, Jalon! Pois é, este é um modo de cultivo bem alternativo, eu diria. Mas bastante gente tem usado e gostado.

      Imagine, eu que agradeço pela sua visita e interesse! Muito obrigado pelo apoio!

      Um grande abraço!

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  8. Olá Sergio,
    Obrigado por este Post tão didático e informativo. Incentiva mesmo a tentar a cultura de algumas orquídeas por este método, pois ele é mesmo muito simples.
    Um abraço

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    1. Oi, Américo! Que bom saber que gostou deste post! Imagine, eu que agradeço a você pela visita e interesse. De fato, é bem fácil e divertido fazer um teste!

      Um grande abraço!

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    2. Oi Sergio muito obrigada vou usar o NPK, Obrigada beijos Elenice.

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  9. Valeu Sergio por essas informações. Gostaria de saber, guando começar a diminuir agua no reservatorio eu acrescento mais agua pura ou sempre com produto.

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    1. Oi, Alexandre! Imagine, eu que agradeço pela visita e interesse. Quando a evaporação é muito intensa, e o reservatório seca em menos de uma semana, completo com água pura. Uma vez por semana, após a lavagem, substituo a água do fundo por uma nova solução de água adubada.

      Um grande abraço!

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  10. Obrigado pela resposta Sergio foi bastante esclarecedora! Gostaria de saber se a solução de água adubada e com NPK liquido, se for qual a numeração que eu uso até a sua floração, ou tem uma solução própria para ser adicionada a água do reservatório.

    Um grande abraço e obrigado!

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    1. Imagine, de nada, Alexandre! Isso, eu uso o adubo químico NPK líquido balanceado, 10-10-10. Mas pode ser 20-20-20. O pessoal usa outras fórmulas, específicas para crescimento ou floração, com maiores teores de nitrogênio ou fósforo, dependendo da fase da planta. Eu prefiro usar apenas a fórmula balanceada, para todas as ocasiões.

      Grande abraço!

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  11. Boa noite Sergio! Em relação a dosagem para ser usada no reservatório, e a que especifica no rotulo do NPK 5ml em um litro de água, ou e pode adicionar mais água na solução ou mais produto sem prejudicar a planta.
    E amigo, quando compro as orquídeas elas vem sempre floridas e as raízes vem bem vistosas, com o tempo notei que as raízes murcharam essa diminuição e normal ou porque elas estavam no sistema S/H, e sentiram quando passaram para o substrato de casca de pinos.

    Abraço

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    1. Oi, Alexandre, boa noite! Eu utilizo uma dosagem bem menor, 1/4 da dose indicada pelo fabricante. Sempre que mudamos uma orquídea de substrato, ela sente. Principalmente, quando se trata de S/H. Neste caso, é preciso que novas raízes nasçam, já adaptadas ao novo meio.

      Abraços!

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  12. Bom dia Sergio! Nas suas orquídeas você utiliza esse substrato que e vendido em loja de jardinagem, ou outro especifico, em relação ao S/H, será que posso substituir a argila pelo substrato.

    Valeu um Abraço!

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    1. Oi, Alexandre, bom dia! Então, eu tenho usado musgo sphagnum na maioria das minhas orquídeas. Algumas estão neste substrato de casca de pinus e carvão vegetal. Também pode ser usado, sem problemas. Quanto a S/H, a argila pode ser substituída por brita ou seixo de rio. Mas se for substituir por substrato, aí já não é mais S/H, torna-se um cultivo convencional.

      Abraços!

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  13. Boa noite Sergio! Amigo, tanto no substrato como na S/H, são metodos parecidos no desenvolvimento das orquideas, ou a diferença entre eles. Descupe está fazendo pergunta demais para voçê amigo, sou amante de bonsai tenho varios, orquidea e a primeira vez que cultivo e já me apaixonei por elas e não quero nunca mais para de cultiva elas.

    Grande abraço!

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    1. Oi, Alexandre, boa noite! Imagine, fique à vontade para perguntar. Os dois métodos são bem diferentes, com resultados variáveis. Uns gostam mais de um, outros de outro. O interessante é experimentar e ver o que melhor se adapta. Nesta questão, acho que não há melhor ou pior. O mais seguro é o convencional, no substrato. O S/H vale como experiência, na minha opinião. Boa sorte no cultivo de orquídeas!

      Um grande abraço!

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  14. Olá, Sergio bom dia! Gostaria de saber se pode utilizar a F.osso e a T.mamona nas orquideas, sem causar danos as plantas.

    Grande Abraço!

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    1. Oi, Alexandre, boa tarde! Sim, muita gente utiliza esta mistura como adubo orgânico. Eu nunca experimentei. É preciso observar bem a dosagem dos componentes e o modo de aplicar no vaso, para evitar queima das raízes. Os orquidófilos, particularmente, gostam do Bokashi.

      Um grande abraço!

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  15. Olá Sérgio, boa tarde! Iniciei o processo ha duas semanas e hoje descobri, horrorizda, que a lamina d'agua estava repleta de pequenas larvas (não sei se seriam da dengue, mas provavelmente sim). Despejei uma soluçao de agua sanitaria, aguardei alguns minutos e quando a movimentaçao das larvas cessou fiz a lavagem do substrato, renovando a lamina d'agua. Agora estou insegura e nem sei se a agua sanitaria prejudicará minha orquidea ( uma phalaenopsis). Se vc puder me ajudar ficarei grata. Sandra

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    1. Oi, Sandra, boa tarde! Tudo bem? Que horror, imagino o seu susto. O mosquito da dengue precisa pousar na superfície da água limpa, exposta ao ar, para colocar os ovos. No caso da semi-hidroponia, não há como ele realizar este procedimento, já que a água está debaixo de várias camadas de argila expandida. As larvas que você encontrou devem ter outra origem.

      Ainda assim, você fez muito bem em colocar água sanitária. Sob concentrações diluídas (1 colher de sopa para 1 litro de água), ela não faz mal às orquídeas. Os americanos inclusive usam esta solução para controlar o crescimento das algas que crescem no fundo do sistema. Portanto, acho que agora está tudo sob controle, você pode borrifar água sanitária diluída, com algumas gotas de detergente, como prevenção.

      Muito obrigado pela visita e pelo relato, acho que ajudará outras pessoas!

      Um grande abraço!

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  16. Oi Sergio, obrigada pela atenção. Olha, eu fiquei pensando que os pais das larvar, rsrsr (seja lá o que for) entraram pelos orifícios do sistema e resolvi tampa-los com fita adesiva transparente, nas quais fiz pequenos furos com uma agulha fina. Também coloquei óleo de Neen na água. Que bom que a água sanitária não vai prejudicar minha "menina". Vou ficar de olho e qualquer novidade venho aqui te contar. Mais uma vez obrigada. Sandra

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    1. Oi, Sandra, imagine, de nada! Achei ótima a sua ideia, assim fica perfeito. Muito obrigado por compartilhar sua experiência, espero notícias suas e torço para que dê tudo certo!

      Um grande abraço!

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  17. Fiquei aqui pensando se mídias de filtro biológico para aquários, que são esferas porosas bem menores, não seriam uma solução para montagem de vasos para minis e micros.

    Também moro em apartamento com baixa umidade e pouco espaço, por isso tenho preferência pelas pequeninas.

    Agradeço por compartilhar seu conhecimento.

    Abraço!

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    1. OI, Bruno, que interessante! Eu não conheço este material, mas acredito que seja uma boa solução. Inclusive porque poderia fornecer alguns nutrientes às orquídeas. Vale a pena experimentar!

      Imagine, eu que agradeço a você pela visita e pela ótima sugestão, enriquecendo o artigo!

      Um grande abraço!

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  18. no momento do plantio coloque um tubo, como um canudo mesmo. Em pé dentro do vaso. Com uma tira de papel coloque-a dentro do canudo e a parte molhada vai dizer a profundidade da água. Parecido com o sistema de checar óleo de motor.

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    1. Tudo bem? Que ótima ideia! Nos EUA tem um vaso comercial, especial para SH, que utiliza um método parecido. Um indicador mostra o nível do líquido. Mas sua solução é ótima e fácil de implementar, muito obrigado pela dica!

      Um grande abraço!

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