Trevo roxo adormecendo


Oxalis triangularis
Oxalis triangularis

Há algumas semanas, publiquei aqui no blog um artigo sobre este simpático trevo roxo, que está mais para burgundy, com o centro púrpura. Desde então, venho tentando registrar este curioso ballet que as folhas performam todos os dias, com o nascer e o pôr do sol. 

Foi uma saga. O primeiro desafio foi posicionar o equipamento para captar o fenômeno sem muito ruído no background. Acabei optando por um tampo de mármore branco. Para segurar a câmera, usei um tripé com quase vinte anos, adquirido já usado, na época em que fazia doutorado na USP. A gambiarra foi finalizada com dois elásticos usados para prender cabelo. Para piorar, havia 'plantado' o coitado do trevo em um copinho descartável de plástico.

Comecei a registrar a movimentação das folhas já às 14h, pretendendo seguir até as 18h, quando o sol se põe. Pois, no meio do caminho, lá pelas 16h, o céu desabou e a tarde virou noite. Resultado: os trevos ameaçaram começar a fechar as folhas mais cedo. Contrariado, prossegui mesmo assim.

Depois que as folhas se fecharam, com o final do dia, resolvi tentar registrar também o despertar dos trevos. Acordei às 4h da manhã e fiquei de butuca. Pois às 5h30, quando ainda estava um breu total, os engraçadinhos começaram a acordar! Resumo da ópera: quando amanheceu de fato, eles já estavam lépidos e faceiros, todos abertos. Fiquei a ver navios.

Para a realização deste trabalho hercúleo, contei com a ajuda de um equipamento que foi presente do meu irmão, Márcio Oyama, jornalista e autor do blog 365.org. É ele o responsável por todo o apoio tecnológico conferido às publicações aqui do Orquídeas no Apê, celulares, câmeras e notebook. Só tenho a agradecer, de coração, pela valiosa contribuição!

Ainda que tenha enfrentado tantos contratempos, reuni as imagens no vídeo abaixo, a título de curiosidade. Não ficou como eu gostaria, mas foi uma primeira tentativa. Espero que gostem!