A micro-orquídea que brilha no outono/inverno


Micro-orquídea Sophronitis cernua
Sophronitis cernua

Dentre todas as orquídeas do gênero Sophronitis que já passaram por aqui, esta espécie, cernua, é a que tem apresentado melhor desempenho, além de ter sobrevivido a vários reveses. Embora esta orquídea tenha servido como base para a descrição do gênero, em 1828, por Lindley, existem pesquisadores que agora a consideram pertencente ao gênero Cattleya.

Mudanças e controvérsias à parte, esta micro-orquídea continua sendo uma excelente opção para quem tem pouco espaço. Apesar do tamanho diminuto, é extremamente generosa nas florações, chegando a emitir seis flores por pseudobulbo. Além disso, seu intenso colorido alaranjado sempre proporciona um espetáculo digno de nota.

Como toda prima donna, tem lá sua lista de exigências. Trata-se de uma orquídea que precisa de bastante umidade no ambiente, sem ficar encharcada. Também requer muita luminosidade indireta para poder florescer em abundância. São, contudo, requisitos relativamente fáceis de serem atendidos. Costumo pensar que, se esta orquídea floresce encarapitada em uma varanda de concreto, no décimo andar, em uma cidade poluída, florescerá muito melhor em qualquer outro lugar. O mesmo não se pode dizer a respeito de suas primas, que já morreram às dezenas aqui no apartamento.

Fechando o desfile da temporada outono/inverno 2016, deixo com vocês uma das imagens desta floração exuberante, colorida e de longa duração, que não pode faltar na coleção daqueles que amam as pequenas orquídeas.