Orquídea sapatinho - Presente especial


Orquídea Paphiopedilum Leeanum
Paphiopedilum Leeanum

Tudo bem, Pessoal? Temos falado tanto sobre generosidade e amizade entre os amantes de orquídeas, que não poderia deixar de contar esta história para vocês. A protagonista é esta simpática orquídea sapatinho, Paphiopedilum Leeanum. Trata-se de um híbrido primário, fruto do cruzamento entre Paphiopedilum insigne e Paphiopedilum spicerianum. Apesar de os pais serem plantas de origem asiática, seu descendente, Leeanum, adaptou-se muito bem ao Brasil e é bastante cultivado até mesmo por aqueles que desconhecem tratar-se de uma orquídea.

Pois bem, apaixonado que sou por este gênero de orquídea, tratei logo de encomendar alguns exemplares em um orquidário que comercializava plantas pela internet. Foi uma das minhas primeiras compras através deste meio eletrônico. Uma das plantas adquiridas era o Paphiopedilum Leeanum. A criatura chegou tão estropiada, com manchas de ferrugem, que não sobreviveu uma semana. Contactado, o orquidário lavou as mãos.

Indignado, estava eu comentando o caso em um fórum sobre orquídeas, quando recebo uma mensagem privada de uma das participantes. Esta pessoa, ao saber da minha perda, ofereceu-se para enviar uma muda saudável para mim. Fiquei bastante surpreso, nunca havia me ocorrido nada parecido. Uma pessoa de outro estado, que eu não conhecia pessoalmente, oferecendo-se para reparar um erro que não fora por ela cometido. Estaria eu sonhado? Ou em outro país?

Foi então que a orquidófila Aurélia T. Cruz, participante ativa daquele fórum, solicitou meu endereço e, em poucos dias, recebi uma encomenda na portaria do edifício. Ao abrir o pacote, deparei-me com, não uma, mas três orquídeas, impecavelmente embaladas. Já comprei bastante pela internet, mas nunca recebi plantas tão bonitas, saudáveis e cuidadosamente acondicionadas. Junto com elas, uma cartinha explicando-me sobre os cuidados de cada espécie. Fiquei sem palavras.

Como na época eu era um serial killer de orquídeas desavisadas, e percebendo que o sapatinho estava sofrendo nas minhas mãos, resolvi doá-lo à Tomoko Simizu, que de fato tem todos os dedos verdes. Tudo o que ela cultiva resplandece. E lá na casa dela, ele vive feliz até hoje, florescendo todos os anos, durante o outono. Embora atrasadíssimo, dedico este post à Aurélia, pelo belíssimo gesto, deixando meu muito obrigado por este presente especial!