Laelia alaorii - Saindo do casulo


Mini-orquídea Laelia alaorii
Laelia alaorii

Com o advento da internet e das redes sociais, de fato, estamos todos mais conectados. Qualquer pessoa pode expressar suas opiniões e ser lida por milhares. Infelizmente, este mecanismo também leva a uma superexposição de nossas vidas particulares. Neste sentido, existe um afã de exibirmos apenas o nosso melhor, as nossas conquistas e alegrias. Ser feliz vira uma espécie de obrigação.

Como costumo compartilhar frequentemente estas alegrias aqui no blog, quer seja através de uma orquídea florida, um recorde no número de seguidores ou uma entrevista para uma revista especializada, tenho sentido que acabo compactuando com esta vitrine de felicidade, sem ser inteiramente verdadeiro.

O fato é que tenho muitas orquídeas capengas, que não me atrevo a fotografar. Também é verdade que, a cada 20 fotos, uma sai boa. E esta, via de regra, precisa ser tratada no Photoshop. Além disso, devo confessar que a quantidade de orquídeas que morrem ou que entram em permanente estado vegetativo é muito maior do que as que florescem lindamente.

Considerando que passo por um momento difícil, em que meu ânimo está mais deprimido, sinto-me na obrigação de também compartilhar esta fase negativa com vocês, que tão carinhosamente me acompanham. Graças a Deus, tenho tido o apoio e compreensão de uma legião de anjos, minha família, amigos e profissionais do mais alto gabarito. É uma bênção poder ser amparado em casa, na igreja ou na academia.

E é graças a todo este apoio que, hoje, sinto-me como este pequeno botão floral da mini-orquídea Laelia alaorii, na foto em destaque. Ainda frágil e imaturo, mas iniciando uma nova etapa, corajosamente deixando a proteção de seu casulo foliar.

Tem sido uma honra e uma grande alegria contar com a companhia e compaixão de leitores, seguidores e amigos deste blog que, embora não me conheçam pessoalmente, torcem por este trabalho e o prestigiam incondicionalmente. A todos vocês, deixo meu muito obrigado por tudo, de coração!