Cover da Sophronitis coccinea dá show


Mini-orquídea Sophronitis Arizona
Sophronitis Arizona

Já confidenciei aqui o quanto sou apaixonado pela Sophronitis coccinea, a mini-orquídea escarlate que empresta seu DNA à maioria dos híbridos vermelhos de Cattleya que conhecemos. Ocorre que ela é uma prima donna extremamente temperamental. Atrevi-me a comprar um exemplar florido, há alguns anos. Após o final da floração, ele nunca mais deu sinal de vida. Nem uma raiz, nem um broto, nada. Ficou assim por anos, até que veio a falecer há alguns dias.

Esta orquídea é tão especial que os cultivadores costumam manipular seu material genético, de modo a obter flores maiores. São as chamadas plantas tetraplóides (4N), com o dobro de cromossomos em relação a uma orquídea normal. O resultado são flores belíssimas, enormes e muito valiosas. Claro que a minha falecida era uma versão genérica, menor e mais barata. Ainda bem...

Pois eis que eu, muito insistente, resolvi comprar outra planta para substituir a finada orquídea vermelha. Desta vez, no entanto, escolhi um híbrido muito parecido com ela. Trata-se da Sophronitis Arizona, resultado do cruzamento entre a Sophronitis coccinea e a Sophronitis brevipedunculata. É desta planta o botão floral que apresentei há algumas semanas.

Tão logo a flor desabrochou, tive uma surpresa. O colorido é espetacular, em um tom de vermelho que eu nunca havia visto. Dependendo da luz, esta orquídea chega a ficar um pouco alaranjada. A cor é tão intensa que fica difícil fotografá-la sem super saturar a imagem. No decorrer dos dias subsequentes, tive uma outra boa notícia. A flor é enorme, muito maior do que vários exemplares tetraplóides caríssimos da orquídea mãe. Como se não bastasse, ela é bastante plana e simétrica. Apesar de ser um híbrido primário, este cover da prima donna tem dado um show de beleza e simpatia aqui no orquidário.