5 dicas de make up para orquídeas


Orquídea Denphal
Dendrobium híbrido - Denphal

Já contei para vocês sobre algumas manias orquidófilas que desenvolvi ao longo destes anos de cultivo. Entre elas, está o bizarro hábito de limpar as folhas das orquídeas com cotonete. Hoje, gostaria de compartilhar dicas mais úteis, que poderão ajudar a manter o orquidário mais bonito. Afinal, se cultivamos estas plantas pela beleza de suas flores, nada mais justo do que dedicarmos um tempo para embelezar as outras partes da orquídea, geralmente mais esquecidas.


1. Orquídeas com folhas, hastes e raízes secas


Às vezes por falta de tempo ou por pura preguiça, acabo deixando algumas folhas e hastes secas presas às orquídeas. Com o passar dos dias, o acúmulo destes elementos pouco estéticos vai conferindo uma aparência de abandono ao orquidário. Quando me dá a louca e passo cortando tudo, vejo que o aspecto do conjunto melhora bastante, influenciando inclusive o meu psicológico. Depois disso, as plantas parecem mais felizes e saudáveis.

Além da questão estética, eliminar hastes e folhas secas é importante para evitar o aparecimento de fungos que costumam se concentrar nestas estruturas em decomposição. Outras pragas, como insetos, podem se esconder por baixo destes detritos, sobre o substrato. Portanto, é sempre bom gastar um tempinho podando e limpando tudo o que não está mais sendo utilizado pela orquídea.

2. Bainhas secas nas orquídeas


Em várias orquídeas, principalmente dos gêneros Laelia e Cattleya, é comum que o invólucro protetor, denominado bainha, seque após a maturação do pseudobulbo. Retirar as bainhas secas, embora seja trabalhoso, ajuda a prevenir o surgimento de infestações por cochonilhas, que adoram se esconder por baixo destas estruturas.

3. Espatas em orquídeas


Estas são exceções à regra. Por vezes, as espatas nascem e secam, sem dar sinal de que vão produzir flores. Com a decepção, somos tentados a cortá-las. O fato é que muitas espécies costumam florescer a partir de espatas já secas. Portanto neste caso, é bom mantê-las, por via das dúvidas.

4. Manutenção nas folhas das orquídeas


Cultivar orquídeas na zona urbana, como São Paulo, é um desafio em muitos aspectos. Um deles é o prejuízo que a poluição causa para as plantas. A fuligem do ar costuma acumular-se sobre as folhas das orquídeas, prejudicando a troca de gases com o ambiente. Vem daí a minha mania com o cotonete. Percebo que, se passo um algodão sobre as folhas, retiro uma grossa camada de sujeira preta. Uma forma mais prática de manter as folhas limpas é borrifar água com algumas gotas de detergente, periodicamente.

Existem produtos específicos para conferir brilho às folhas, mas temo usá-los por não saber o efeito sobre a troca de gases, já que são oleosos e podem obstruir os estômatos, estruturas responsáveis pela entrada e saída de oxigênio e gás carbônico, essenciais a todo ser vivo.

5. Folhas de orquídeas com pontas secas


Assim como os cabelos, algumas orquídeas apresentam as pontas das folhas secas, de vez em quando. Geralmente, são as plantas de folhas mais finas e compridas. O ideal é evitar que isto aconteça, mas nem sempre é possível. Existem várias razões para que as pontas sequem, as principais costumam ser falta de água e acúmulo dos sais provenientes da adubação.

Caso o estrago já tenha ocorrido, só nos resta disfarçar. Aqui, o segredo é cortar as pontas queimadas na diagonal, evitando um corte reto que confere uma aparência artificial à folha. É importante realizar o procedimento com uma tesoura esterilizada. Para tanto, pode ser utilizada a chama do fogão. 


Embora meio óbvias e até um pouco fúteis, estas dicas me foram bastante úteis no início do meu cultivo. Apesar de não resolverem problemas cruciais, ajudam a manter a aparência do orquidário limpa e organizada, estimulando-nos a continuar cuidando das meninas da melhor forma possível.


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