O despertar de um backbulb


Backbulb da Mini-orquídea Sophrolaelia Orpetii
Sophrolaelia Orpetii

Há algum tempo, escrevi um artigo sobre este interessante método para aumentar uma coleção de orquídeas, sem colocar a mão no bolso. Trata-se do uso dos famosos backbulbs, popularmente conhecidos como traseiras. Utilizando-se os pseudobulbos mais antigos de determinadas orquídeas, que seriam descartados, alguns orquidófilos conseguem fazê-los brotar novamente, gerando uma planta independente. É sempre interessante ter uma cópia de segurança, caso se perca a planta mãe. Além disso, orquídeas duplicadas são uma excelente oportunidade para realizar trocas e diversificar a coleção.

Como se trata de um processo demorado, de resultados imprevisíveis, eu nunca havia tentado implementá-lo. No começo deste ano, ao receber a mini-orquídea Sl. Orpetii, em uma compra, percebi que os dois últimos pseudobulbos estavam separados da planta principal. Logo veio-me à mente a ideia de tentar recuperá-los.

Plantei os backbulbs normalmente, em um pequeno vaso plástico com sphagnum e argila expandida ao fundo. Após este procedimento, é importante manter o vaso em um local sombreado, com uma alta umidade relativa do ar, de modo a evitar a desidratação do projeto de muda. Apesar destes cuidados, para o meu desgosto, as folhas foram amarelando ao longo dos meses e, por fim, acabaram secando e caindo. Os pseudobulbos ficaram bastante enrugados e achei que seria o fim do meu experimento.

Para a minha surpresa, há alguns meses, notei um pontinho verde nascendo na base destes backbulbs velhos e enrugados. Com o passar do tempo, ele foi crescendo e transformou-se em uma pequena folha. Foi uma grata surpresa acompanhar o renascimento desta miniatura de orquídea, já desacreditada. Embora pareça maior na fotografia acima, este broto tem o tamanho de uma azeitona. Manterei vocês informados sobre o andamento deste interessante projeto, que começou por acaso e transformou-se em uma grande alegria para mim.