O medo do amanhã


Flores da orquídea Oncidium ornithorhynchum
Oncidium ornithorhynchum

Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; 
E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. 
Mateus 6:28-29

Sempre gostei desta passagem, mas nunca havia parado para refletir mais profundamente sobre seu significado. Ontem, durante uma reunião muito agradável entre amigos, fui incentivado a pensar sobre quais seriam meus medos. Imediatamente, lembrei-me dos lírios do campo. E fui ler com mais atenção este trecho do Sermão da Montanha.

Tenho pavor de pensar sobre o meu futuro, sobre a velhice, a eventual pobreza, a solidão... Concordo que é um sofrimento por antecipação, que não faz o menor sentido, mas não consigo evitar. Neste contexto, ler estas palavras fez-me um bem enorme. Lembrei-me das orquídeas que, embora tão frágeis e submetidas a condições inóspitas, crescem, multiplicam-se e florescem lindamente. Como que conduzidas por uma força maior, sabem a época de emitir raízes, crescer novos brotos e fazer flores. Cada coisa a seu tempo.

Não sei se um dia aprenderei a lição que os lírios e orquídeas já sabem de cor. Mas eles ficam de exemplo e motivação para que um dia, quem sabe, eu chegue lá.