Manias de orquidófilo


Orquídea Cattleya labiata
Cattleya labiata

Resolvi dar a minha cara a tapa e contar para vocês algumas das manias que fui desenvolvendo ao longo desses anos de convívio com as orquídeas. São dezenas, mas vou me ater a cinco. Não sei se já se configuram TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), mas tento tomar cuidado para a coisa não piorar. Talvez vocês se identifiquem com algumas delas. Ou, na melhor das hipóteses, darão boas risadas.

1. Conforme ilustrado na figura acima, tenho mania de 'embelezar' as orquídeas, mesmo que não estejam com flores. Incomoda-me ver as folhas sujas ou com manchas. Limpo com cotonete, corto as partes manchadas, fico retirando as palhas secas dos pseudobulbos... Coisa de maluco mesmo.

2. Não aguento ver brotos ou hastes tortos. Como minhas orquídeas são cultivadas em varanda, a luz incide lateralmente. O que faz com que os dito cujos desenvolvam-se... lateralmente! Para contornar esta situação, desenvolvi a singular habilidade de ir girando o vaso, todos os dias, de modo que tudo fique na vertical. Já li recomendações para que se evite este procedimento, mas não consigo me controlar.

3. Toda vez que descubro um novo broto ou botão floral, passo a espioná-los diversas vezes ao dia. Inclusive, saio na sacada no meio da noite, munido de uma lanterna, para ver se, por acaso, eles já cresceram alguns milímetros. Tenho a sensação de que, sem a minha vigilância, algo dará errado e eles pararão de se desenvolver.

4. Vivo à procura de algo milagroso para dar às orquídeas. Adubos, defensivos, estimulantes... Já experimentei vários, mas nunca vi resultados consistentes. Apesar disso, continuo com a sensação de que existe algo mágico e secreto, que produzirá aquelas florações espetaculares que vemos em exposições. Estou sempre testando algo novo.

5. Passo horas e horas espiando os blogs e galerias dos amigos, cobiçando aquelas orquídeas maravilhosas, mesmo sabendo que não terei dinheiro para comprá-las, nem espaço para acondicioná-las. Mas deixo claro que não os invejo, trata-se de admiração mesmo. E sigo com minhas listas virtuais, cada vez mais utópicas.


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