Fogo no orquidário


Orquídea Phalaenopsis em chamas
Phalaenopsis em chamas

Hoje foi um dia terrível. Cultivo as orquídeas em uma varanda face oeste e sempre estou de olho nos efeitos nocivos que a insolação direta pode trazer às plantas. Toda tarde, por volta das 13h, coloco uma tela de sombrite para protegê-las. Também mantenho a umidade sempre alta, usando um sistema que os americanos chamam de humidity tray. Mas o calor tem sido tão intenso, que estes cuidados têm se mostrado insuficientes.

Já há alguns dias, tenho notado que certas folhas estão mais claras do que o normal, sinal de excesso de luminosidade. Ontem, percebi uns pontos escuros, típicos de queimadura provocada pelo sol. Mudei várias plantas de lugar, na tentativa de posicionar as mais sensíveis atrás das mais resistentes à luz solar. Hoje, percebo que umas micro-orquídeas estão perdendo folhas rapidamente, outro sinal de desidratação. Mais correria e troca-troca de lugar. Por fim, tive que trazer algumas para dentro de casa, mais precisamente para o lado da minha cama...

Fiquei tão irritado e desgastado com este processo, que cheguei a algumas conclusões. Sob condições tão precárias, não posso ter plantas caras. Acho que eu enfartaria se visse uma orquídea de colecionador derretendo debaixo de um sol escaldante. Também percebi que não posso ter muitas plantas. Com o espaço escasso de um apartamento, ficamos sem margem para manobras. Já estou levando um baile com 30 orquídeas, imagine o que seria se eu tivesse minhas sonhadas 100? A partir de agora, vou aplicar o minimalismo também à minha coleção de sofredoras.