Orquídeas: compras e finanças


Orquídeas e finanças


Tenho um passado obscuro de descontrole financeiro que me rendeu muitas dívidas e tristezas. Graças a Deus, aprendi que o caminho do meio, da moderação, é o melhor a ser trilhado. Hoje, faço um controle rígido de todos os gastos, o que leva algumas pessoas a me considerarem materialista, avarento e apegado ao dinheiro. Recentemente, tive conversas muito importantes, com pessoas extremamente especiais e que se importam comigo, que me convenceram de que isso não é verdade.

Mas o que isso tudo tem a ver com orquídeas? No passado, meus surtos de consumo concentravam-se em roupas e perfumes. Nada fútil, não? A descoberta da paixão por orquídeas e plantas em geral levou-me a uma nova categoria de compulsão. Desta vez, sob a desculpa de se tratar de um passatempo nobre, passei a comprar orquídeas a torto e a direito, muitas delas caríssimas. Resultado: muito dinheiro gasto e perdido, já que a maioria destas orquídeas morreu.

O que aprendi foi que, se não tomarmos cuidado, a orquidofilia pode resumir-se a um consumismo disfarçado, um colecionismo que não leva a nada. No lugar de estudar e aprender sobre cada espécie, habitat, preservação, preocupamo-nos em adquirir o maior número possível de plantas, mesmo que não saibamos como cuidar delas. O resultado é um orquidário apertado, repleto de seres moribundos e um rombo na conta-corrente.