Orquídea Olho de Boneca


Orquídea Dendrobium híbrida do tipo nobile
Dendrobium híbrido do tipo nobile

As orquídeas do gênero Dendrobium apresentam flores com uma enorme diversidade de formas e cores. Originárias do sudeste asiático e Oceania, as numerosas espécies de Dendrobium, que podem chegar a mais de mil, dependendo de quem as classifica, são conhecidas por seu curioso aspecto vegetativo. Seus pseudobulbos são famosos pelo formato, que lembra o da cana de açúcar.

Apesar de tamanha diversidade, um híbrido de Dendrobium, descendente da espécie nobile, caiu nas graças do público em geral. Trata-se da célebre orquídea olho de boneca, assim denominada em razão da aparência de suas flores, que apresentam um centro circular mais escuro, envolto por uma área mais clara, geralmente branca.

Assim como ocorre com as orquídeas chamadas de 'chuva de ouro', é importante salientar que o termo 'olho de boneca' é impreciso. Trata-se de um nome popular, um apelido que pode ser aplicado a uma grande variedade de espécies e híbridos.

De modo geral, estas orquídeas olho de boneca são cultivadas em troncos de árvores, preferencialmente vivas. Sob estas condições, formam imensas touceiras, proporcionando um espetáculo quando a floração chega, geralmente no final do inverno, início da primavera.

Quando o cultivo se dá em vasos, no ambiente doméstico, alguns cuidados devem ser tomados. Devido à sua natureza epífita, as raízes não gostam de ficar úmidas ou encharcadas por muito tempo. O substrato precisa ser bem drenado, de modo que seque rapidamente.

A orquídea olho de boneca não costuma gostar de replantes frequentes. Geralmente, sente bastante após uma troca de vaso ou substrato, podendo passar o ano subsequente sem florescer. 

Assim como muitas orquídeas deste gênero, os híbridos de Dendrobium do tipo nobile necessitam de uma queda de temperatura, durante o outono/inverno, para que possam florescer na primavera. Neste período mais frio, é necessário reduzir drasticamente as regas. A adubação também pode ser interrompida. Trata-se do famoso stress hídrico, procedimento que visa induzir uma floração mais abundante na estação subsequente. O fornecimento de água pode ser retomado quando os primeiros sinais de botões florais surgirem.

É comum que os pseudobulbos em forma de cana desta orquídea percam todas as suas folhas após estarem completamente maduros. Durante esta senescência, pode haver ataque de alguns fungos, mas este não é um fator preocupante. É natural que as folhas fiquem manchadas, amarelem, sequem e caiam. Muitos acreditam que sua orquídea olho de boneca está doente, mas não há motivo para pânico. É justamente a partir das canas sem folhas que os botões florais surgirão.

Embora bastante comuns e populares, estas orquídeas olho de boneca são um sopro de vida e cor para qualquer coleção. A generosidade de suas florações parece anunciar o fim do inverno e a chegada da estação preferida dos que amam flores.


Orquídeas no Gelo e Cerejeiras








Oi, Pessoal! Tudo bem? Esta é uma postagem que deveria ter sido publicada na semana passada. Devido a problemas na captura das imagens, apenas hoje trago esta notícia que me deixou bastante feliz. Peço desculpas pelo atraso!

No programa Quadro Verde do dia 4 de agosto, a Ananda Apple mostrou a floração das sakuras, as cerejeiras do Parque do Carmo. Foi um espetáculo de encher os olhos. Além da matéria gravada, com explicações detalhadas sobre as diversas variedades de cerejeira, sua adaptação ao clima brasileiro e dicas de plantio, a Ananda transmitiu o programa ao vivo, diretamente do bosque totalmente coberto por flores em tons de rosa, com direito a um sobrevoo do Globocop, em tempo real! Fiquei extasiado.

Mas minha alegria maior, devo confessar, veio a seguir, quando foram mostradas as fotos de orquídeas congeladas que fiz há algum tempo. Além do carinho com que apresentou, a mim e as orquídeas, a Ananda ainda fez questão de explicar detalhes do processo de congelamento e os recipientes utilizados. Quase morro de tanta emoção... À Ananda, deixo meu muito obrigado pela consideração com que acompanha e divulga este trabalho!

Para quem ainda não assistiu, deixo o link do programa gravado, armazenado na plataforma Globoplay. Eu, que sou suspeito, já vi várias vezes! O Quadro Verde da semana corrente sempre pode ser acessado aqui na lateral do blog ou mais abaixo, nos smartphones.


Como Cuidar de Orquídeas Vandas no Inverno


Ascocentrum Sagarik Gold x Ascocentrum curvifolium
Ascocentrum Sagarik Gold x Ascocentrum curvifolium
Foto e cultivo: Vico Orquídeas e Vandas

Dentre os integrantes de uma das famílias botânicas mais surpreendentes e ricas em diversidade, a Orchidaceae, destacam-se as exóticas Vandaceas. São orquídeas asiáticas de enorme apelo junto ao público consumidor de todo o mundo, conhecidas por suas raízes aéreas, cultivadas em ausência de substrato, seu colorido diverso e exuberante e, em muitos casos, seu perfume inesquecível.

As orquídeas Vandas pertencem, na verdade, a um variado grupo de gêneros, que inclui Vanda, Ascocentrum, Rhynchostylis, entre outros, além de inúmeros híbridos intergenéricos.

Dentre os atrativos que as orquídeas Vandas oferecem está o fato de não necessitarem de substrato. Seu hábito de crescimento monopodial permite que a mesma planta seja cultivada por décadas a fio, sem necessidade de vasos, substratos e replantes. Além disso, apresentam generosas florações, que podem ocorrer até três vezes em um mesmo ano.

De crescimento lento e contínuo, as orquídeas Vandas são tipicamente tropicais, necessitando de calor, umidade e bastante luminosidade para um bom desenvolvimento e florações. Estas características fazem com que o cultivador precise tomar alguns cuidados básicos durante o inverno, estação que pode trazer riscos ao cultivo bem sucedido destas orquídeas.

1. Orquídeas Vandas não gostam de frio


Um dos principais problemas da chegada do inverno é que as orquídeas Vandas podem entrar em dormência quando expostas a baixas temperaturas. Seu crescimento é interrompido até que condições mais favoráveis surjam. Nestas circunstâncias, suas florações também podem ser prejudicadas.

Os cultivadores de Vandas que moram em locais de climas mais frios têm o costume de colocar suas orquídeas dentro de casa, durante as noites mais frias de inverno. Isso as protege das baixas temperaturas e evita que entrem em repouso forçado. No entanto, é sempre importante colocá-las de volta ao seu local habitual de cultivo, logo que amanhecer. Sol e ventilação são cruciais para as Vandas, que não vão bem quando cultivadas dentro de casa.

2. Como regar orquídeas Vandas no inverno


Não é porque esfriou que podemos parar de regar as orquídeas. Principalmente as Vandas, que são cultivadas sem substrato. Mas a chegada do inverno pede moderação. 

Se estiver muito frio, a rega não precisa ser diária. Também é aconselhável evitar molhar as folhas, nesta estação. Procure regar as raízes na parte da manhã, para que elas tenham tempo de secar ao longo do dia. O acúmulo de água entre as folhas é perigoso e pode causar doenças fúngicas ou bacterianas.

3. Protegendo as orquídeas Vandas do vento


Uma boa ventilação é fundamental para o cultivo apropriado da orquídea Vanda. Caso suas folhas e raízes permaneçam molhadas por muito tempo, sofrerão o ataque de fungos e bactérias, que irão deteriorar estas estruturas. É particularmente importante evitar o acúmulo de água nas axilas das folhas e na parte central, a partir da qual elas nascem.

No entanto, o excesso de vento é prejudicial a estas plantas, que podem sofrer desidratação, por serem cultivadas com as raízes nuas. 

Durante o inverno, principalmente, certifique-se de que as Vandas não estejam localizadas no caminho de corredores de vento, que tenderão a desidratá-las, prejudicando seu desenvolvimento.

Seleção de orquídeas Vandas
Seleção de orquídeas Vandas
Foto e cultivo: Vico Orquídeas e Vandas

Estas dicas de cultivo de orquídeas Vandas durante o inverno foram fornecidas por nosso parceiro Vilberto Guidi, proprietário da Vico Orquídeas e Vandas. As fotos apresentadas neste artigo são de autoria dele, que é um especialista em Vandaceas.

Ao Sr. Vico e à Márcia Mojola, deixo meu agradecimento por acreditarem neste trabalho e por apoiarem as diversas atividades deste veículo de comunicação.