Fertilizantes para as Orquídeas no Apê


Fertilizantes para orquídeas e flores
Fertilizantes para orquídeas e flores

Oi, Pessoal, tudo bem? Hoje, gostaria de registrar a chegada de uma encomenda para as Orquídeas no Apê. Recebi, de uma empresa que fabrica artigos para jardinagem, alguns produtos da sua linha premium de fertilizantes para orquídeas e flores, para que eu pudesse testá-los.

Acompanhados de uma simpática cartinha, os suprimentos chegaram impecavelmente embalados. Ganhei um fertilizante mineral misto, para pronto uso, já com borrifador. O frasco vem com 500 ml e é bem prático para aplicação. Também recebi a versão em pó, para ser diluída em água, que rende bastante. E o que achei mais interessante, um pacotinho com pastilhas nutritivas, de liberação lenta e longa duração. O número de pastilhas varia de acordo com o tamanho do vaso e as mesmas só precisam ser reaplicadas a cada 30 dias. 

Os três produtos fornecem os macro e micronutrientes essenciais ao desenvolvimento de orquídeas e outras plantas floríferas. Como já comentei anteriormente, dou preferência a fertilizantes químicos, industrializados, pela praticidade de aplicação e ausência de odores. E como todo louco das orquídeas que se preze, adoro sempre testar novas fórmulas e substâncias para melhorar o desempenho destas plantas especiais. 

Deixo registrado meu agradecimento pela oportunidade de conhecer e testar estes produtos. 




Orquídea Dendrobium kingianum


Orquídea Dendrobium kingianum
Dendrobium kingianum

O Dendrobium kingianum é uma orquídea tipicamente australiana. A ocorrência desta espécie, em particular, encontra-se restrita a uma faixa litorânea, situada na costa leste do país. Esta orquídea é endêmica das florestas tropicais desta pequena região da Austrália, não sendo encontrada naturalmente em nenhum outro local do mundo.

No seu habitat de origem, a orquídea Dendrobium kingianum apresenta um comportamento predominantemente rupícola, o que significa que vive sobre as rochas. Por este motivo, é conhecida como the pink rock orchid. Muito raramente, pode ser encontrada como uma orquídea epífita, desenvolvendo-se sobre outras plantas. 

O Dendrobium kingianum foi assim nomeado em homenagem ao capitão Phillip Parker King, conhecido explorador das terras australianas durante o século XIX. Por este motivo, esta orquídea também pode responder pelo apelido de Captain King's Dendrobium.

Esta é uma orquídea de fácil cultivo, desde que se disponha de um ambiente com bastante luminosidade e níveis adequados de umidade relativa do ar. Trata-se de uma interessante miniatura para se cultivar dentro de pequenos espaços. Embora cresça sobre as pedras na natureza, o mais comum é que se cultive o Dendrobium kingianum em substratos mistos, contendo casca de pinus, carvão vegetal e fibra de coco. Musgo sphagnum também pode ser adicionado, para conferir mais umidade ao material.

A floração deste delicado Dendrobium costuma ocorrer entre o final do inverno e a primavera. As hastes florais surgem eretas a partir dos ápices dos pseudobulbos. As flores são pequenas e delicadas, dispostas ao longo das hastes, podendo apresentar diversos tons de pink e púrpura, havendo também variedades albas, completamente brancas. Como a maioria das orquídeas do gênero Dendrobium, o kingianum precisa de um período de restrição de água, chamado de stress hídrico, durante os meses do outono e inverno, para que possa florescer adequadamente.

Esta orquídea precisa de uma adubação apropriada, composta por macro e micronutrientes, química ou orgânica, principalmente durante os meses de primavera e verão, quando novos pseudobulbos estão se desenvolvendo. Sendo bem cultivado, o Dendrobium kingianum forma belíssimas touceiras, que propiciam um espetáculo à parte, ao florescerem. 


Orquídea Dendrobium kingianum
Dendrobium kingianum

Claro que este não é o caso das Orquídeas no Apê e nem deste pobre Dendrobium que cultivo há anos, sem nunca ter visto uma flor sequer. Há algumas semanas, notei o surgimento de pequenas estruturas no topo de alguns pseudobulbos que, a princípio, julguei serem keikis (brotos). Na realidade, eram hastes florais! Passei a vigiá-las dia e noite e, de tão estressadas que ficaram, várias acabaram secando, para meu desgosto.

Apenas uma haste com três botões sobreviveu ao meu olho gordo. À medida que se desenvolveram, dois botões florais acabaram secando e caindo, só de pirraça. Sobrou esta pequena flor solitária, que mostro nas imagens acima. A única vantagem desta tragédia grega é que, desta forma, pude fotografá-la em destaque, isolada e evidenciando seus detalhes e texturas. O inédito fundo escarlate, chiquérrimo, é contribuição da Keiko Oyama, que constantemente busca backgrounds alternativos para as fotos do blog.

Como a nomenclatura das orquídeas tem sido constantemente sacudida por reviravoltas, há quem proponha que este Dendrobium seja transferido para outro gênero, Thelychiton. Tenho sérias dúvidas de que isso um dia vá pegar...

Caso queiram conhecer algumas outras orquídeas deste populoso gênero Dendrobium, deixo abaixo links para artigos sobre espécies ou híbridos interessantes que já floresceram por aqui:

Dendrobium loddigesii

Dendrobium purpureum album

Dendrobium victoria-reginae

Dendrobium Denphal

Dendrobium Stardust





A orquídea com aroma de coco - Maxillaria tenuifolia


Orquídea Maxillaria tenuifolia
Maxillaria tenuifolia

Esta é uma orquídea cuja floração eu aguardava há alguns anos. Não tanto pela aparência, que eu acabei descobrindo ser belíssima, mas muito pelo curioso perfume que suas flores exalam. Famosa no exterior, onde é conhecida como the coconut orchid, a Maxillaria tenuifolia, de fato, produz uma floração delicadamente perfumada, com um aroma que lembra o coco queimado.

Trata-se de uma orquídea típica do continente americano, mais precisamente de países localizados na América Central, tais como México, Nicarágua, Honduras e Costa Rica. A Maxillaria tenuifolia foi descoberta pelo botânico alemão Karl Theodore Hartweg e descrita por Lindley em 1837. Atualmente, encontra-se espalhada por coleções de orquidófilos do mundo todo, sendo bastante apreciada por sua folhagem ornamental e suas flores perfumadas.

A parte vegetativa desta orquídea é bastante curiosa. Seus pseudobulbos têm um formato elíptico, que lembra uma bola de futebol americano lateralmente achatada. Os botânicos especialistas em anatomia vegetal desejarão me matar, após esta descrição porca.


Orquídea Maxillaria tenuifolia
Maxillaria tenuifolia

As folhas desta orquídea são finas e elongadas, com a aparência de capim. As flores surgem a partir da base dos pseudobulbos, sempre solitárias. Suas pétalas não se abrem completamente e apresentam um colorido intenso, que pode variar do ferrugem alaranjado ao vinho escuro, passando por diferentes tons de vermelho. O labelo pintalgado é um charme à parte. Além, é claro, do característico perfume de coco que suas flores exalam, notadamente durante os meses da primavera.

A Maxillaria tenuifolia é uma orquídea que aprecia bastante umidade. Quando cultivada em ambientes muito secos, suas folhas finas começam a apresentar as pontas queimadas e os pseudobulbos tendem a murchar. Por este motivo, cultivo meu exemplar em vaso de plástico e musgo sphagnum, como quase todas as outras orquídeas aqui no apartamento.

Como muitas das orquídeas em minha coleção, esta coconut orchid foi um presente dos meus tios Hiroko e Takashi Matsumoto. Ela chegou até mim em novembro de 2014, há dois anos, já adulta. Cresceu bastante neste período, mas não havia florescido, até então. Há poucos dias, presenciei com alegria o surgimento do primeiro e único botão floral. Já estou acostumado, tudo por aqui é mais lento e comedido. Mas não posso reclamar, afinal, esta tão aguardada orquídea conseguiu sobreviver aos meus cuidados e às intempéries da sacada dos ventos uivantes.