O despertar de um backbulb


Backbulb da Mini-orquídea Sophrolaelia Orpetii
Sophrolaelia Orpetii

Há algum tempo, escrevi um artigo sobre este interessante método para aumentar uma coleção de orquídeas, sem colocar a mão no bolso. Trata-se do uso dos famosos backbulbs, popularmente conhecidos como traseiras. Utilizando-se os pseudobulbos mais antigos de determinadas orquídeas, que seriam descartados, alguns orquidófilos conseguem fazê-los brotar novamente, gerando uma planta independente. É sempre interessante ter uma cópia de segurança, caso se perca a planta mãe. Além disso, orquídeas duplicadas são uma excelente oportunidade para realizar trocas e diversificar a coleção.

Como se trata de um processo demorado, de resultados imprevisíveis, eu nunca havia tentado implementá-lo. No começo deste ano, ao receber a mini-orquídea Sl. Orpetii, em uma compra, percebi que os dois últimos pseudobulbos estavam separados da planta principal. Logo veio-me à mente a ideia de tentar recuperá-los.

Plantei os backbulbs normalmente, em um pequeno vaso plástico com sphagnum e argila expandida ao fundo. Após este procedimento, é importante manter o vaso em um local sombreado, com uma alta umidade relativa do ar, de modo a evitar a desidratação do projeto de muda. Apesar destes cuidados, para o meu desgosto, as folhas foram amarelando ao longo dos meses e, por fim, acabaram secando e caindo. Os pseudobulbos ficaram bastante enrugados e achei que seria o fim do meu experimento.

Para a minha surpresa, há alguns meses, notei um pontinho verde nascendo na base destes backbulbs velhos e enrugados. Com o passar do tempo, ele foi crescendo e transformou-se em uma pequena folha. Foi uma grata surpresa acompanhar o renascimento desta miniatura de orquídea, já desacreditada. Embora pareça maior na fotografia acima, este broto tem o tamanho de uma azeitona. Manterei vocês informados sobre o andamento deste interessante projeto, que começou por acaso e transformou-se em uma grande alegria para mim.

28 comentários:

  1. que agradável surpresa,hein,Sergio!...Vá postando o crescimento desse bebê!
    abs
    Suely

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    1. Oi, Suely! De fato, foi uma bela surpresa, por essa eu não esperava! Pode deixar, vou mantê-la informada sobre o andamento das coisas. Muito obrigado pela visita e pelo interesse!

      Um grande abraço!

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  2. Boa noite Sergio, como está amigo?
    Adoro quando relata com tanta empolgação os seus experimentos e vitórias!
    Até posso imaginá-lo observando a folhinha tão alva e verde, renascendo das cinzas, despontando do "backbulb" todo enrugadinho e transformando o seu dia!! :))))

    Assim que é legal, comemorar cada vitória, cada renascimento!
    Com certeza vou querer acompanhar o desenvolvimento deste brotinho lindo por muito tempo! É só nos manter alertas e informados tá legal?

    Beijos e uma excelente semana! :)))

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    1. Oi, Adriana, boa noite! Tudo bem? Por aqui, tudo em ordem!

      Pois é, mal consigo disfarçar a alegria quando algo do gênero acontece. O que é raro, diga-se de passagem. O mais comum é que a coisa não vingue. Por isso, fiquei tão surpreso!

      Combinado, prometo que vou mostrando o progresso deste pequeno broto! Muito obrigado pelo carinho da sua mensagem, por todo o apoio e interesse!

      Beijo grande e uma ótima semana para você também!

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    2. Também fiquei curiosa, espero notícias. Um amigo meu comentou que a dele ( phalaenopsys) brotou uma muda na ponta da arte e não tem raiz. Já está Grandin há com 3 folhas e ele não sabe o que faz. Já vi numa lateral da aste e com raiz mas na ponta ainda não tinha visto. O que vc acha que ele deve fazer?

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    3. Oi, Giovana, tudo bem? Bem lembrado, vou agendar um post contando sobre a evolução deste backbulb!

      Esta muda na haste da Phalaenopsis é chamada de keiki, que significa bebê em havaiano. Para ela poder ser destacada da mãe, é preciso esperar que tenha raízes (com uns dois dedos de comprimento). Até lá, é bom mantê-la junto à haste, tomando cuidado para não se desidratar.

      Muito obrigado pela visita e pelo comentário!

      Um grande abraço!

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  3. Enquanto há vida, há esperança - nunca foi tão certo! Parabéns!!!

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    1. Oi, Alexia, é verdade, concordo plenamente! Que ótimo recebê-la aqui neste momento especial! Muito obrigado pela visita e pelo apoio!

      Um grande abraço e tudo de bom!

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  4. Que maravilha, Sérgio!!! Isso nos dá esperança em não desistir nunca!!! Irei acompanhar com você todo o processo! Logo teremos mais uma linda flor!!!
    Parabéns, meu amigo! E obrigada mais uma vez pela partilha!!!
    Tenha uma ótima semana!!! Beijos

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    1. Oi, Helô! Tudo bem? Imagine, eu que agradeço a você, de coração, pelo interesse e pela torcida! Prometo mantê-la informada sobre o desenvolvimento desta orquídea. Muito obrigado pela visita!

      Beijos e uma excelente semana para você também!

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    1. Oi, Erdine, que belas palavras! Muito obrigado pela visita e pelo comentário! Um grande abraço!

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  6. Muito bom! Me deu esperanças, pois ganhei de um vizinho várias mudas de replantio há coisa de um mês. Entre elas, duas com características semelhantes. Uma tinha quatro pseudo-bulbos desfalecidos e um broto que cresce mto bem obrigado. O outro eram vários bulbinhos redondinhos. Desconheço a espécie, mas são bem semelhantes as da minha Bifrenaria aerofulva. Ele disse para colocar num vaso e regar de quando em quando. Estão ali, do jeito que vieram, sem sinal de broto aparente. Estou aguardando, mas teu artigo me deu esperanças de que possa dar certo! Abrs

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    1. Oi, Fred, que legal! Fico feliz em saber que ganhou vários backbulbs! Torço para que vinguem e deem brotos, assim como este primeiro. O processo é bem demorado, mas vale a pena esperar. Parabéns!

      Muito obrigado pela visita e por compartilhar suas experiências conosco!

      Um grande abraço!

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  7. Que experiência e tanto Sérgio.
    Aquele fenix cheia de orquideas que mostrei no blog eu faço mais ou menos assim, os galhos mais velhos eu corto e amarro novamente, mas isso tema bastante tempo pra chegar naquele tamanho.

    abraços, bom dia!

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    1. Oi, Ana, bom dia! Que legal, confesso que nunca havia visto uma palmeira com tantas orquídeas, nem tão florida. Parabéns!

      Muito obrigado pela visita e pelo comentário!

      Um grande abraço!

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  8. Oi Sergio, logo vamos ver flor, está bastante saudável.

    Uma outra maneira seria, uma lâmina bem afiada, fazer um corte entre traseira e frente, até um pouquinho mais da metade do rizoma, isto vai forçar as gemas traseiras. Muitos colecionadores não separam as mudas mas fazem esta incisão a cada 3 pseudobulbo e com isso o vaso vai só aumentando e quando florescem... dão show.
    Abraços e mais uma vez obrigada

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    1. Oi, Bete, tomara que sim!

      Muito bem lembrado, é verdade! Já vi resultados fantásticos com este método que você mencionou. Eu nunca tentei fazer, vou ver se consigo. Muito obrigado pela visita e pela valiosa informação!

      Imagine, eu que agradeço pelo apoio, sempre!

      Um grande abraço!

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  9. Oi Sérgio, faz tempo que eu não comento mas tenho sempre visitado. Hoje me animei para comentar, pois me aconteceu algo parecido. Tentei salvar uma orquídea da minha sogra que eu nem sequer sei qual a espécie, mas é uma das que possuem pseudobulbos. Eram dois pseudobulbos ainda com suas folhas e sem raízes. As raízes estavam tão secas quando eu as resgatei que estavam virando pó literalmente, e os pseudobulbos estavam bem murchos e já separados. Tentei a técnica da UTI com garrafa pet, que foi um fracasso. Esqueci a garrafa que caiu no chão, furou e mofou tudo por dentro. Peguei os dois pseudobulbos mofados, lavei e ia jogar fora, mas achei que poderia ser melhor jogar num canteiro para que ele virasse adubo de outras plantas. Semana passada minha mãe limpando os canteiros veio me perguntar o que as minhas orquídeas estavam fazendo no canteiro. Fui explicar que estavam mortas e quando ela me mostrou estavam brotando dois brotos como esse teu de cada pseudobulbo. Dá pra acreditar? Nunca mais subestimo uma orquídea, mesmo sem raízes, mofada e jogada na terra ela ressuscitou. Agora eu fiz um vasinho para os pseudobulbos com drenagem de cacos de isopor, casca de pinus e barba de velho(aquela espécie de bromélia, sabe?). Uso barba de velho pois não encontro o sphagnum no mercado aqui em Porto Alegre, acredito que não seja tão bom quanto mas têm quebrado o galho. Dou notícias da minha "fênix".
    Abraços e parabéns pelo teu broto.

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    1. Oi, Jade, tudo bem? Que legal, adorei ler o seu relato! Fiquei impressionado com a resistência e capacidade de regeneração da sua fênix, parabéns! O melhor será quando ela florescer e você descobrir sua identidade. Estou torcendo para isso!

      Muito obrigado pela visita e pela valiosa contribuição. Tenho certeza de que muitos serão inspirados a tentar recuperar pseudobulbos velhos!

      Um grande abraço!

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  10. Olá. Vc já havia antecipado sobre esse tema noutras postagens; eu lembro! Interessante mostrar, agora, sua experiência...cm disse a Bete, ele está bastante saudável, "vamos esperar as flores"?....Parabéns, abraço.

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    1. Oi, Jalon! Pois é, tomara que venham flores! Mas vai demorar... Que bom que gostou, muito obrigado pela visita e interesse!

      Um grande abraço!

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  11. Comprei uma cattleya loddigesii e percebi q ela já havia chegado no limite do vaso... ao caírem as flores resolvi replantar e os 3 últimos pseudobulbos estavam cortados, mas ainda verdes (pelo menos o q sobrou deles), então retirei-os da planta, fiz o replante, e ao invés de jogar essa parte traseira fora resolvi replantar. E foi legal ter lido esse seu artigo, pq minhas esperanças redobraram... estou mantendo-a úmida, mas havia colocado ela no sol com sombrite 50%, pq achei q o sol estimularia uma brotação. Mas vc acha q mesmo essa especie, q gosta de sol, é melhor manter em sombra nesse momento?

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    1. Oi, Debora! Que legal, espero que seu backbulb brote em breve! Eu coloco mais à sombra para evitar a desidratação. Percebo que estas estruturas secam mais rapidamente. Mas o principal é a umidade, que precisa ser constante, sem encharcar.

      Um grande abraço!

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  12. Andrea Soilander15 de maio de 2015 23:38

    Oi Sérgio. Encontrei o seu blog neste final de semana e tenho achado muito interessante. Moro na Finlândia, em apartamento, e tenho uma colecão modesta de orquideas, então o tema do seu blog me chamou a atencão.

    O inverno daqui é longo e muito frio, então orquidófilos daqui tem esse obstáculo e desafio: quem não tem uma greenhouse, tem que providenciar para suas plantas um descanco de inverno dentro de casa, onde há calefacão e o ar é seco. A luz natural durante o inverno não é o suficiente, por isso crio minhas orquideas sob luz artificial desde o final do outono até a primavera, e para providenciar uma mudanca térmica diurna e noturna, ligo a calefacão do nosso quarto (onde as orquideas estão) de manhã e desligo à noite, além de ter que usar um humidificador durante os dias mais frios (pois a calefacao deixa o ar seco). E durante o verão, as minhas orquideas ficam todas na nossa sacada. Então, criar orquideas por aqui é mais complicado, mas é só uma questão de informacão, e de providenciar tudo o que elas precisam.

    Tenho em torno de 30 orquideas (faz tempo que não conto), e todo ano compro mais algumas ou troco com amigos. Como quase todo livro sobre o assunto diz, sempre há espaco para mais uma orquidea! ;)

    Meus projetos no momento são decidir quais orquideas vou comprar na primavera (por exemplo, laelia pumila está na minha lista de possibilidades, mas não me decidi ainda) e outro é propagar um híbrido de brassia através de um backbulb. Uma vez fiz isso com sucesso, e desta vez acredito que dê certo, pois ele ainda tinha raízes boas, mas nada está acontecendo ainda, então tenho que esperar para ver. Essa brassia é uma daquelas “orquideas chatas” para cultivar em vaso, pois tem a tendência de crescer sempre muito verticalmente, e o rizoma entre os bulbos é longo, o que faz necessário dividir a planta todo ano, ou o novo bulbo não alcanca o vaso com suas raízes.

    Sou membro da associacão de orquidófilos daqui, e todo ano fazemos uma encomenda em grupo (fica mais barato) de algum orquidário europeu (geralmente da Alemanha). Na lista das orquideas disponíveis, vi que há laelia pumila, mas que não é um exemplar adulto. Lá só diz que é planta jovem, em vaso de 7 cm. Por isso ainda estou indecisa. Pois não sei quão jovem essa planta é, e se vai demorar 2 anos ou mais até estar em idade de florir. Li que essa planta se adapta bem a ambientes diferentes. Será que um repouso de inverno num quarto com 17 graus à noite e 20 de dia, e humidade do ar entre 60 e 65% é suficiente para ela?

    Bom, vou ficando por aqui, e vou lendo o conteúdo do seu blog. Suas fotos são fantásticas!

    Abracos!
    Andrea

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    1. Oi, Andrea, tudo bem? Que alegria e que honra receber a sua visita! Acho fantástico ser possível cultivar orquídeas na Finlândia, parabéns! De fato, muitas informações para o meu cultivo eu obtive em fóruns internacionais, a partir da experiência dos orquidófilos americanos e europeus, acostumados a manter suas orquídeas indoor durante o inverno.

      Acho que a Laelia pumila terá tudo o que necessita nestas condições. Vale a pena tentar, é uma orquídea belíssima e de fácil cultivo!

      Fico muito contente por saber que gostou das fotos, muito obrigado pela visita e pelo comentário! Adorei conhecê-la, ainda que virtualmente!

      Um grande abraço e tudo de bom!

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  13. consigo fazer essa tecnica de pseudubulbos com as cybidium? fui replantar as minhas q estava o vaso cheio de mais , retirei varias mudas dela e por fim ficou backbulbs vi q ainda estavam vivos mas cheios de cacsca aparentemente mortos mas resolvemos plantar junto de outro vaso por experiencia mesmo? sera q eles podem brotar? preciso ter cuidado especialcom eles ? quanto tempo pode levar para eles brotarem?

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    1. Tudo bem? Sim, os pseudobulbos antigos de Cymbidium podem emitir novas brotos. Não é preciso um cuidado especial, basta continuar a cuidar normalmente deles. O tempo varia bastante, de acordo com as estações do ano. Normalmente, novas brotações surgem na primavera e verão.

      Um grande abraço!

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